Nº 291 - ANO 21 - DEZEMBRO DE 2007
 
Fumicultores dão início à venda da safra 2007/08
 
Fumicultores gaúchos que já estão colhendo as lavouras deram início, no final de dezembro, à comercialização do produto. A negociação está baseada na tabela de valores do ano passado e, quando for atualizada, receberão a diferença. A decisão atende a solicitação dos fumicultores para garantir renda antes do Natal. No litoral de Santa Catarina, fumageiras já adquirem o produto desde o final de novembro.
A Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Farsul e Fetag concluíram o cálculo do custo de produção e as tratativas entre produtores e indústrias para definir o preço do fumo deve ser iniciadas em janeiro. O presidente da Comissão do Fumo da Farsul, Mauro Flores, participou, no dia 23 de novembro, na sede da Afubra, em Santa Cruz do Sul, de reunião das entidades do setor primário para definir a proposta para comercialização da safra atual. Estiveram presentes representantes das federações de Agricultura de Santa Catarina e Paraná e das federações de trabalhadores rurais dos três estados do Sul. Flores destacou também a negociação com as indústrias para início da compra da safra no começo de dezembro.
As primeiras negociações de fumo da nova safra já são praticadas com base na instrução normativa (IN) 10, do Ministério da Agricultura (Mapa), que prevê alterações na classificação do produto. Em vigor desde outubro, a IN prevê o enquadramento da produção em 41 classes, diferentemente das 48 usadas até a safra 2006/07. As regras estão previstas no Regulamento de Identidade, Qualidade, Embalagem, Marcação e Apresentação do Tabaco em Folha Curado, que conta da IN 10.
A safra de tabaco no ano agrícola 2007/08 estava estimada pela indústria em 703 mil toneladas nos três estados do Sul do Brasil. No entanto, Flores informou que o último levantamento da Afubra apontou que o volume não deve superar as 686 mil toneladas. O Rio Grande do Sul responde por 50% de todo o volume de tabaco produzido na região Sul do Brasil. A redução foi ocasionada, conforme Flores, pelo excesso de chuvas nos meses de agosto, setembro e outubro, que impediram o desenvolvimento normal das plantas. Mesmo Assim, a qualidade é muito boa, segundo o dirigente.
As intempéries registradas em novembro também prejudicaram a safra. A Afubra recebeu mais de mil pedidos de indenização de produtores, cujas lavouras foram atingidas pelas tempestades ocorridas em meados de novembro. Os municípios mais afetados foram Cachoeira do Sul, Tunas, Mata e Toropi. As principais ocorrências foram de granizo e vendavais. A ocorrência de fortes ventos e granizo destruiu lavouras de fumo na região Centro-Serra do Estado. As plantas estavam quase prontas para colheita. Mais de 3 mil produtores foram prejudicados somente no Estado. Flores acrescentou que também houve prejuízos no Paraná e em Santa Catarina, mas as perdas não chegam a 2% da área cultivada.
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