Nº 252 - ANO 18 - SETEMBRO DE 2004
 
Produtores da capital pedem revisão do Plano Diretor
 
O representante da Farsul no Conselho de Consumidores da CEEE, Antônio Chaves Barcelos, solicitou, em pronunciamento na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, a alteração do Plano Diretor de Porto Alegre, para que a capital volte a ter zona rural. É que a denominação que legislação municipal deu à área de produção agrícola e pecuária do município, chamando-a de “cidade rururbana”, impõe, segundo a Agência nacional de Energia Elétrica, a cobrança de tarifa comercial de luz para os produtores rurais do município. Com isso, desde março, a categoria está pagando 52% a mais pela energia elétrica.
A discussão semântica está gerando um rombo no bolso dos agropecuaristas. O impacto do aumento nos custos de produção é significativo. “Os produtores rurais de Porto Alegre dedicam-se principalmente à produção de hortigranjeiros e frutas, alimentos rapidamente perecíveis que exigem conservação em câmaras frias eletrificadas, para que seu fornecimento à cesta básica dos habitantes da capital seja contínuo e de qualidade”, afirma Chaves Barcelos.
O dirigente ainda alega que o aumento na conta de energia pode aumentar o custo da cesta básica ou tirar a competitividade da zona rural portoalegrense. Isso porque os fornecedores passam a comprar de produtores de fora do município, que, sem pagar tanto pela energia, conseguem vender por um preço mais barato.
Porto Alegre tem 300 produtores rurais filiados à Farsul e outros tantos ligados à Fetag. A produção de hortifrutigranjeiros predomina na região, mas também há na capital propriedades com plantação de arroz ou criação de gado, por exemplo.
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