Nº 293 - ANO 22 - FEVEREIRO DE 2008
 
Fundesa conclui informatização de IVZs
 
Foto: Divulgação Farsul  
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Machado e Yeda iniciam oficialmente vacinação contra aftosa
Todas as 239 Inspetorias Veterinárias e Zootécnicas (IVZs) do Rio Grande do Sul foram informatizadas até o final de janeiro. No entanto, ainda há um número pequeno de inspetorias onde não é possível acessar a internet, devido à falta de estrutura da companhia telefônica para oferecer este serviço. Nestas localidades, o acesso será feito por meio de rádio. Os recursos para a informatização e padronização das instalações elétricas, que chegaram a R$ 461.819,05 em 2007, foram investidos pelo Fundo Estadual de Desenvolvimento e Defesa Sanitária (Fundesa). Com os gastos que ainda serão feitos em fevereiro, ainda devem ser aplicados mais R$ 50 mil.
A prestação de contas foi feita em Assembléia Geral Ordinária do Fundesa no dia 14 de janeiro, em Porto Alegre. De janeiro a dezembro de 2007, as receitas alcançaram o valor de R$ 4.427.933,64, volume 30,6 % superior a 2006. O saldo do fundo é de R$ 7.194.563,39. As aplicações no exercício de 2007 chegaram a R$ 568.151,09 (incluídos os investimentos nas IVZs).
Rússia
A missão russa que virá ao Brasil auditar 40 frigoríficos de bovinos, aves e suínos deve chegar no dia 23 de fevereiro. No Rio Grande do Sul, os técnicos visitarão as seis plantas que estão embargadas pelo país: Mercosul, em Bagé, Capão do Leão e Alegrete; Extremo Sul, em Pelotas; Três C, em Rio Pardo; e Marfrig, em São Gabriel, segundo lista oficial do Ministério da Agricultura (Mapa). A chegada do grupo, que deveria acontecer em janeiro, foi adiada pela segunda vez, agora, em função do surto de febre amarela. Em 2006, o RS vendeu 93 mil toneladas de carne para aquele mercado. A expectativa é que a Rússia levante o embargo aos frigoríficos gaúchos, já que somente o Silva manteve os embarques.
Carne com osso
O coordenador da Comissão de Bovinocultura de Corte da Farsul, Carlos Simm, destacou que, mesmo com a liberação do ingresso de carne com osso de estados com o mesmo status sanitário do Rio Grande do Sul, não houve alteração no mercado gaúcho de carne. Segundo ele, inicialmente, houve uma leve redução no preço do boi, que rapidamente voltou aos patamares anteriores. Além disso, não houve redução do preço pago pelo consumidor pelos cortes ofertados no varejo. “Isso demonstra que o consumidor gaúcho prefere a carne produzida no Rio Grande do Sul, pela diferenciação no sabor e na qualidade.”
Vacinação
A campanha oficial de vacinação contra a febre aftosa de 2008 começou no dia 2 de janeiro. A primeira etapa da imunização d o rebanho bovino e bubalino estendeu-se até o dia 31. A segunda etapa, de reforço, com vacinação dos animais de até 24 meses, está marcada para o período de 2 a 30 de junho. A abertura da campanha aconteceu em Guaíba e contou com a presença da governadora Yeda Crusius e do secretário da Agricultura, João Carlos Machado. O ato simbólico foi realizado na propriedade do pequeno produtor Nilto da Silveira Ramos, localizada na Vila Logradouro, a 12 quilômetros do trevo de acesso à Guaíba. “Este é um dos pequenos produtores beneficiados com a distribuição gratuita de vacinas contra a febre aftosa”, destacou o secretário.
O diretor administrativo da Farsul, Francisco Schardong, representou a entidade na solenidade. Ele destacou que a federação é parceira da meta da Seapa de ampliar o percentual do rebanho vacinado. “Para isso, é necessário que cada produtor seja fiscal e conscientize seus vizinhos, amigos da importância da vacinação para o futuro da comercialização de carne no País.” Schardong informou que a Farsul aproveita a campanha de imunização do rebanho para alertar os produtores da necessidade de rastrear o gado.
O rebanho do Estado é estimado em 13,2 milhões de cabeças. Em 2007, 94% dos animais foram vacinados na primeira etapa e 90%, na segunda, realizada em junho. A Superintendência Federal de Agricultura (SFA) fará auditorias e supervisões nas propriedades durante o período de vacinação. O produtor tem o prazo de 30 dias, contados após a aplicação da vacina em cada propriedade, para declarar ao Ministério da Agricultura (Mapa) que vacinou seu rebanho.
Quem não vacinar ou não comprovar a vacinação de seus animais dentro do período oficial da campanha está sujeito a medidas punitivas pelo DPA. A multa aplicada é de 2% do valor de cada animal não vacinado. Posteriormente, os técnicos do DPA realizam a vacinação destes animais, para garantir a sanidade do rebanho gaúcho.
Alterações
Carlos Simm comentou que a Comissão de Bovinocultura debaterá a alteração proposta pela Seapa no calendário de vacinação. A primeira etapa, atualmente realizada em janeiro, pode ser antecipada para novembro. A segunda, que acontece em junho, seria em maio.
Durante reunião da cadeia produtiva, no dia 8 de janeiro, foram criados três grupos de trabalho para debater a questão tributária, a criação e o regimento de um fundo e a rastreabilidade. A Farsul participa dos debates sobre o fundo e a rastreabilidade.
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