Nº 311 - ANO 23 - AGOSTO DE 2009
 
Ministério volta atrás e amplia zoneamento da soja
 
Foto: Divulgãção  
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Maior parte da lavoura na região de São Gabriel está em solo tipo 2
O Ministério da Agricultura (Mapa) retificou a portaria do zoneamento agrícola de soja para o Rio Grande do Sul na safra 2009/2010. A versão corrigida autorizou o plantio do grão em solos tipo 2 (com 15% a 35% de argila) em Nova Santa Rita, Santa Margarida do Sul, São Gabriel e Triunfo, que havia sido excluído em terrenos com essa característica. Representantes dos municípios levaram ao ministério índices de produtividade da lavoura e comparativos com o desempenho de outras cidades para pedir a modificação das regras. Sem a indicação no zoneamento, o agricultor ficaria impossibilitado de acessar o Proagro e financiamentos oficiais. Não é a primeira vez que isso acontece. Em 2007/2008, Santa Margarida do Sul, São Gabriel e Triunfo ficaram de fora e 12 municípios tiveram algum impedimento, e a medida foi revertida.
Para o presidente da Comissão de Grãos da Farsul, Jorge Rodrigues, a rápida alteração da situação ocorreu devido ao reconhecimento do Mapa de que ocorreu um equívoco na elaboração da portaria. “Não havia nenhuma justificativa para a exclusão da região, que tem se mostrado produtiva.” O dirigente explicou que a cultura é consorciada com o plantio de trigo, o que viabiliza renda aos produtores da região.
O presidente do Sindicato Rural de São Gabriel, Tarso Teixeira, explicou que, antes da modificação, apenas os solos de tipo 3 (com mais de 35% de argila) estavam contemplados no zoneamento, mas não são frequentes na região. São Gabriel e Santa Margarida do Sul cultivam 70 mil hectares com soja, a maior parte em solos de tipo 2. “Foi corrigida uma grande injustiça”, avaliou. O zoneamento recomenda o sistema de plantio direto nestas localidades. O dirigente contou que todo o cultivo em São Gabriel é feito nessa modalidade.
Para reverter a situação, Teixeira solicitou apoio de lideranças do setor. “É uma incoerência primeiro desapropriar, após assentar agricultores e, ato imediato, proibir o plantio de soja”, acrescentou o presidente da Farsul, Carlos Sperotto. A posição foi sustentada em análise do grupo técnico da Comissão de Crédito da Farsul, coordenada por Elmar Konrad.
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