Nº 323 - ANO 24 - AGOSTO DE 2010
 
Fundesa garante recursos para defesa sanitária
 
O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) tem contribuído para o aparelhamento dos órgãos oficiais de vigilância, garantindo maior segurança sanitária no Estado. Em reunião realizada na sede da Farsul no dia 27 de julho, o Conselho Técnico Operacional para Pecuária de Corte Fundesa aprovou novas solicitações de recursos para a Secretaria Estadual de Agricultura (Seappa).
A verba, cuja liberação depende de aprovação no Conselho Deliberativo do Fundesa, será destinada à compra de 10 impressoras e 10 estabilizadores para equipamentos de informática utilizados pelo Departamento de Produção Animal, além de treinamento de informática de auxiliares e médicos veterinários das inspetorias veterinárias.
As impressoras a serem adquiridas deverão ser utilizadas em campo durante auditorias dos técnicos da Seappa em fazendas gaúchas com rastreabilidade. “Isso agilizará o trabalho, porque o documento já é impresso e assinado na hora por produtor e auditores”, explica Fernando Adauto Loureiro de Souza, diretor da Farsul e presidente do conselho de pecuária de corte do Fundesa.
Atualmente, 121 propriedades gaúchas têm rastreabilidade e são autorizadas a fornecer carne para exportação à União Europeia. Os rigores e exigências para habilitação de uma propriedade ainda são entraves que preocupam a Farsul e produtores gaúchos, dificultando a inclusão de novos estabelecimentos na Lista Trace, que elenca as aptas a ter sua produção exportada para a UE. Segundo Adauto, em 2007, quando as regras eram outras, a lista gaúcha chegou a ter 2 mil propriedades. Eram tempos em que o Brasil exportava 300 mil toneladas por ano de carne bovina para os europeus (atualmente, o volume é de aproximadamente 40 mil toneladas).
Além de contribuir com verbas para o aprimoramento da aparelhagem de defesa sanitária do Estado, o Fundesa acumula recursos para garantir a indenização de produtores com animais eliminados em possíveis emergências sanitárias.
O Fundo encerrou o primeiro trimestre de 2010 com R$ 16,3 milhões em suas seis contas setoriais (uma por cadeia) e uma geral. A arrecadação no período foi de R$ 1,3 milhão.
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