Nº 341 - ANO 26 - FEVEREIRO DE 2012
 
Protocolo reajusta venda de tabaco em 4,8%
 
A comissão que representa os fumicultores do Sul do Brasil assinou, em 27 de janeiro, o protocolo que confirma o reajuste de 4,8% sobre a tabela para a safra 2011/2012. O acordo foi lavrado somente com a empresa JTI Kannenberg Comércio de Tabacos do Brasil Ltda. - as demais fumageiras recebidas não apresentaram proposta superior a 4%. O acontecimento é inédito desde que as tratativas passaram a ser feitas individualmente, na safra 2007/2008.
O presidente do Sindicato Rural de Candelária e representante da Farsul nas negociações, Mauro Flores, destaca que os preços oficiais são os da tabela resultante do acordo com a JTI. O valor do BO1 foi fixado em R$ 8,15 o quilo e R$ 122,25 a arroba. Já o TO2 ficou em R$ 6,55 o quilo e R$ 98,25 a arroba. Ainda assim, o reajuste foi aquém dos 9,9% reivindicados pela comissão. Outros pontos importantes da negociação, porém, foram atendidos, como a participação das indústrias no seguro da carga e as garantias de pagamento em quatro dias úteis e de preço para a próxima safra.
As tratativas com as demais empresas que não assinaram o protocolo foram encerradas, garante Flores. “Fomos taxativos, aquele era o último dia para a negociação dessa safra. Isso não quer dizer que nós não vamos assinar com as demais empresas. Estamos abertos, é só nos procurarem para assinar o protocolo, sabendo que vão ter que cumprir a resolução”, frisa o presidente do Sindicato.
Outros preços que possam ser praticados no mercado não são reconhecidos como oficiais. A orientação aos produtores é que procurem seu supervisor agrícola e exijam equidade no pagamento do produto. “A JTI está pagando o equivalente à arroba de BO1, então nós queremos esse mesmo valor. Se uma pode pagar, as outras também podem”, argumenta Flores. Ele ainda aposta em fatores como quebra de produção, redução de área de plantada e excelente qualidade para valorizar o tabaco e conseguir uma melhor qualificação na venda.
A representação dos produtores de tabaco é formada pelas federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais na Agricultura (Fetag, Fetaesc e Fetaep) dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, e a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). As reuniões ocorreram na sede da Farsul, em Porto Alegre/RS. Todas as entidades foram signatárias do acordo, menos a Fetag, cuja decisão estava condicionada a uma reavaliação pela comissão do tabaco da entidade.
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