Nº 345 - ANO 26 - JUNHO DE 2012
 
Mendes participa de Fórum Permanente do Agronegócio
 
A 37ª etapa do Fórum Permanente do Agronegócio do Sistema Farsul, que discutiu agricultura de baixo carbono (ABC), contou com a presença do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho. Ele aproveitou a oportunidade para anunciar que o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2012/2013, que será anunciado no final de junho, contará com mais recursos do que o atual. “Tenho buscado de todas as formas, com o Banco do Brasil, o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), o Banco do Nordeste e a Caixa Econômica Federal, ações que possam complementar o trabalho do Executivo no apoio à produção”, relatou. “Vamos continuar trabalhando para que possamos, cada vez mais, dizer que estamos fazendo a nossa parte. Continuaremos agindo e fazendo o possível para estar ao lado daquele que produz”, destacou o Ministro da Agricultura.
O PAP 2011/2012 contou com R$ 107 bilhões para agricultura e teve no Programa ABC um de seus principais destaques. Na primeira safra de operação a pleno, no entanto, o volume de recursos liberados será menor do que o disponível anunciado. Dos R$ 3,150 bilhões disponibilizados para projetos de agricultura de baixo carbono no ano-safra 2011/2012, apenas R$ 840 milhões haviam sido liberados até o final de abril, segundo balanço recentemente publicado pelo Ministério da Agricultura. Desse total, R$ 97,8 milhões vieram para 461 contratos no Rio Grande do Sul, o quinto do país em recursos contratados. De acordo com o Ministério, a baixa procura pode ser atribuída à falta de informações dos agricultores sobre a linha de crédito.
Por isso, o Sistema Farsul engajou-se na tarefa de disseminar o programa, que incentiva projetos sustentáveis, que impliquem em redução de emissões de carbono na atmosfera por parte de atividades agrícolas. O fórum técnico sobre ABC realizado em Porto Alegre também foi feito no interior do Estado, com o objetivo de esclarecer técnicos, agrônomos e veterinários sobre as formas de aplicação dos conceitos da ABC. “A Federação atendeu de imediato o chamamento para aderir ao Programa ABC”, disse Sperotto. As palestras sobre o tema foram apresentadas pelo professor Paulo Carvalho, da Faculdade de Agronomia da UFRGS , e por Davi Teixeira e Igor Carassai, do Serviço de Inteligência em Agronegócios.
Além da questão ambiental, um dos grandes atrativos do ABC são as condições de financiamento, com taxas de 5,5% ao ano, limite de R$ 1 milhão por produtor e prazos de pagamento até 15 anos. Os recursos são para projetos de plantio direto , recuperação de áreas degradadas, integração lavoura-pecuária, plantio de florestas comerciais, tratamento de resíduos animais e fixação biológica de nitrogênio.
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