Nº 345 - ANO 26 - JUNHO DE 2012
 
Produtores mobilizados pelo fim do embargo russo
 
O presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, participou de reunião com o Secretário Executivo do Ministério da Agricultura, José Carlos Vaz, em Brasília, em que foi discutida a suspensão das exportações de carne para a Rússia. As restrições vigoram desde 15 de junho de 2011 para os estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso. A Rússia argumenta que não estava sendo atendido o padrão de segurança alimentar exigido pelo país.
Sperotto afirma que os produtores gaúchos cumpriram a sua parte e estão prontos para atender o que os importadores querem. “Aposto que a missão russa que virá ao país nos próximos meses levantará o embargo”, acredita Sperotto. Ele salientou ainda que produtores e indústrias estão desenvolvendo ações em conjunto com o governo para atender às exigências da Rússia.
Por conta do embargo, as exportações de carcaças e peças de carnes bovinas resfriadas ou congeladas do Rio Grande do Sul para a Rússia caíram de US$ 10,8 milhões no primeiro quadrimestre do ano passado para praticamente zero neste ano. No caso dos suínos, as vendas caíram cerca de 55%, passando de US$ 203,2 milhões para US$ 91,3 milhões no mesmo período.
O problema internacional agrava a crise pela qual está passando a suinocultura no sul do país, especialmente devido à quebra na safra de milho e de soja, que elevou o preço da alimentação animal. Em encontro de parlamentares com a Associação Brasileira de Criadores de Suínos, o deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS), relator de projeto que trata da inclusão da carne suína na pauta de produtos amparados pela Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), falou sobre soluções para a crise. “Estamos trabalhando para conseguir junto à Conab maior liberação de milho e também a inclusão da carne suína na política de preços mínimos, garantindo maior estabilidade para a cadeia”, comentou.
Neste mês de maio, a Conab ampliou o limite mensal de compra de milho por produtor, através da venda a balcão, de 6 toneladas para 27 toneladas. O volume previsto para venda a balcão, a preço de R$ 21,00, a saca, ante R$ 24,50 na média de mercado, é de 200 mil toneladas. Mas o Ministério da Agricultura sinalizou com a possibilidade de ampliação, caso necessário.
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