Nº 345 - ANO 26 - JUNHO DE 2012
 
Comitiva gaúcha confere irrigação em Israel
 
Uma comitiva do Sistema Farsul participou nesse mês de maio de visita técnica a Israel, referência mundial em sistemas de irrigação. O objetivo foi conhecer tecnologias que possam ser aproveitadas no Rio Grande do Sul. O roteiro incluiu visitas a áreas de produção e à feira Agritech, em Tel Aviv.
O presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, explica que as tecnologias apresentadas foram principalmente nas áreas de irrigação por gotejamento, ferti-irrigação e recuperação de recursos hídricos poluídos. “Os contatos feitos devem gerar a presença de técnicos israelenses no Rio Grande do Sul, conhecendo nossa realidade e estudando como desenvolver as tecnologias aqui”, projeta o dirigente. Ele liderou a comitiva que contou com a participação do superintendente do Senar-RS, Gilmar Tietböhl, do presidente da Fetag, Elton Weber, do vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, do chefe da Divisão Técnica do Senar-RS, João Augusto Telles, e de presidentes dos sindicatos rurais de Barra do Ribeiro, Marília Terra Lopes, de Carazinho, Carlos Eduardo Scheide, de Ibirubá, Elmar Konrad, de Porto Alegre, Cleber Vieira, e de São Gabriel, Tarso Teixeira.
Israel tem um nível de precipitação que varia de apenas 30 milímetros por ano na região sul para até 1.000 milímetros anuais, ao norte.  Mesmo com períodos de déficit hídrico, o Rio Grande do Sul tem média de cerca de 1.700 milímetros por ano. “Em Israel, ou se usa a tecnologia ou não se produz”, conta Telles, que também é presidente do Clube da Irrigação. Ele acredita que o Rio Grande do Sul pode aproveitar especialmente as experiências israelenses de irrigação por microgotejamento em hortifrutigranjeiros e de tratamento de esgoto. Para Sperotto, os sistemas conferidos em Israel deveriam ser referência para projetos como o de despoluição do Guaíba, que tem recebido pouca atenção. “Eles têm um sistema interessante de tratamento da água do esgoto das cidades, que pode ficar em condições de consumo ou ser devolvida ao aquífero para reaproveitamento em irrigação”, diz Telles. 
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