Nº 345 - ANO 26 - JUNHO DE 2012
 
Farsul denuncia aumento exagerado de fertilizantes
 
A Farsul identificou alta expressiva dos custos de produção no Estado, com preços dos fertilizantes subindo acima dos níveis do mercado internacional e da elevação do dólar. Segundo levantamento feito pela assessoria econômica da Federação, o custo operacional projetado para se fazer uma lavoura de soja está 14,73% maior do que na safra 2011/2012. Já o do milho está 36,76% maior, e o do trigo 25,29% mais alto.
Segundo o assessor econômico da Farsul, Antônio da Luz, os fertilizantes e os financiamentos de capital de giro puxaram a alta. O presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, criticou o comportamento das empresas de fertilizantes na comercialização de insumos para safra de inverno no Rio Grande do Sul. “Não aguardávamos uma tentativa de ganho das empresas de fertilizantes na situação em que está o setor, com perdas significativas devido à seca. É um comportamento que nos causa estranheza e que deveria ser revisto pelas empresas”, disse Sperotto. Segundo ele, a consequência do aumento dos preços dos fertilizantes é o agravamento da situação dos produtores atingidos pela seca. “Produtores que não conseguiram colher, hoje estão amargando por causa de um comportamento de mercado: o preço do produto sobe, mas não existe grão na mão do produtor. Queremos que as empresas, que sobrevivem desse setor, sejam fortes, mas não dominadoras”, afirmou o presidente da Farsul. “É uma elevação de preço que não se justifica. É verdade que o dólar subiu também, mas a alta dos preços ocorreu antes disso, afetando os custos de produção da safra de inverno”, disse João Batista Fernandes da Silveira, presidente da Comissão de Soja e Oleaginosas da Farsul. Com a safra de inverno já implantada, a preocupação fica por conta do próximo cultivo de verão.
Os custos com financiamentos de capital de giro também estão em alta, registra Antônio da Luz. “Aquele produtor atingido pela seca que pegou crédito e não conseguiu pagar está tendo de pegar financiamento para capital de giro a juros livres, que variam de 12% a 20% ao ano, o que aumenta os custos de produção. Por isso, a Farsul está defendendo medidas para reinserção dos produtores afetados no sistema de credito oficial”, explica o assessor econômico.
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