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Nº 409 - ANO 31 - OUTUBRO DE 2017
 
Nova etapa do ZEE-RS terá inscrições prévias
 
As dez oficinas de diagnóstico do Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado (ZEE-RS), segunda etapa colaborativa do estudo, terão início em 30 de outubro. A Farsul convoca a todos os produtores e sindicatos rurais gaúchos para as atividades, que serão decisivas para a avaliar se o desenvolvimento socioeconômico de diferentes regiões acontece de modo compatível com a proteção ambiental. Também alerta para a necessidade de inscrição prévia nas atividades, inédita até então, que ocorrerá por meio do site da Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), assim que os locais das oficinas estiverem definidos.
De acordo com o site do ZEE-RS, as oficinas de diagnóstico terão início às 9h, com a apresentação do trabalho por parte do consórcio responsável pelo estudo. Ainda pela manhã, ocorre a rodada de debates com os participantes. Por fim, durante a tarde, o público será dividido em pequenos grupos, que trabalharão sobre a temática das preocupações e potencialidades regionais. O término do encontro está previsto às 17h.
É interessante notar que o número de oficinas, nesta etapa, é menor que na de pré-diagnóstico, quando foram realizados 17 eventos em todo o Estado. Somados, eles reuniram quase 2 mil pessoas, pelos dados da Sema, em grande parte representantes da comunidade rural. Desta vez, porém, as oficinas ocorrem em apenas nove locais diferentes: Porto Alegre (duas), Santa Cruz do Sul, Caxias do Sul, Alegrete, Santa Maria, Santa Rosa, Passo Fundo, Bagé, Pelotas e Osório. A lista de municípios atendidos em cada uma delas está no site do ZEE-RS (www.zee.rs.gov.br), assim como informações atualizadas de datas e locais de reunião.
Assessor de Desenvolvimento Sustentável do Sistema Farsul, Marcelo Camardelli informa que a entidade estará presente em todas as atividades programadas, além de realizar reuniões prévias com sindicatos para alinhar o discurso do setor produtivo e mobilizar os produtores em mais uma fase essencial do ZEE-RS. A estratégia, de acordo com ele, deu certo nas atividades realizadas entre março e abril deste ano, com participação de centenas de agricultores e cerca de 71 sindicatos, em contagem informal. “Os primeiros encontros foram determinantes para observar que o setor produtivo deve estar extremamente atento, para que o consórcio construa um trabalho efetivamente benéfico a toda a sociedade gaúcha e que expresse a realidade ecológica e econômica do Estado”, avaliou o coordenador da área ambiental do Sistema Farsul, Domingos Velho Lopes, ao término das oficinas.
A fase de diagnóstico se difere da anterior pelo fato de que a equipe responsável pela execução do trabalho volta às comunidades e mostra como ficou a leitura da realidade daquela região já considerando as questões apontadas pelos participantes nos eventos passados. Em teoria, a apresentação deve melhor contemplar o conhecimento popular, não apenas os documentos e pesquisas incluídos na fase de inventário.
É a partir dessa leitura que acontece a quinta etapa geral do zoneamento, chamada de prognóstico. Serão promovidas mais duas reuniões para cada regional (pré-prognóstico e prognóstico final), intercaladas por salvaguardas sociais. Com base no diagnóstico, começa a discussão sobre o futuro de cada local, que pode incluir até mesmo legislações próprias. O desenvolvimento socioeconômico de uma região deve ser, então, classificado como mais ou menos compatível com a proteção ambiental, o que deve impactar exigências diversas.
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