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Nº 409 - ANO 31 - OUTUBRO DE 2017
 
Temporada de remates começa com alto percentual de vendas
 
A liquidez nos remates chama a atenção na largada da temporada de primavera e renova o ânimo dos criadores no Estado, apesar de as cotações não estarem nos níveis dos melhores anos para a pecuária. Com o mercado em recuperação, organizadores dos leilões comemoram o bom volume de vendas, não raro com pista limpa e rápida saída.
Foi esse o caso do leilão da GAP Genética, cabanha de Uruguaiana, na Fronteira Oeste, que bateu o martelo para todos os 1.017 animais ofertados, das raças angus, brangus, hereford e braford, além de cavalos crioulos. A média geral dos bovinos, de R$ 6.682, porém, ficou 5,3% abaixo do ano passado, reflexos do momento econômico. Criadores de estados do Centro-Oeste, Sudeste e do Paraná foram destaques entre os investidores.
A mesma tendência é observada em outro remate particular: o Selo Racial, que reuniu oferta das cabanhas Cia Azul, Rincon del Sarandy, Corticeira, Ave Maria e Tradição Azul, realizado dias depois. Foram comercializados cerca de 95% da oferta de 250 touros e 320 fêmeas, com a média mais alta ficando com os machos da raça angus, R$ 8,76 mil. Média geral e faturamento não foram abertos.
Já os remates das exposições e feiras do interior do Estado tiveram início no último final de semana de setembro, em municípios como Manoel Viana, André da Rocha, Cachoeira do Sul, São Lourenço do Sul e São Luiz Gonzaga. A 12ª Expoagro de André da Rocha, por exemplo, teve média de R$ 6 mil para touros rústicos, além de venda do quilo das terneiras a R$ 5,43 e de R$ 5,18 para novilhas. O presidente do Sindicato Rural do município, César Vieira, afirma que apenas dois lotes, dos mais de 100 ofertados, não foram vendidos num leilão rápido, o que deixou os participantes altamente satisfeitos. As médias também teriam superado as expectativas e devem ser umas das mais altas da temporada, na opinião do dirigente. “Foi em função da alta qualidade do gado”, conta ele.
Para o presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, Francisco Schardong, a sinalização é de que os remates mantenham essa tendência de quase totalidade nas vendas e preços condizentes com a realidade econômica. “Eles devem ter liquidez, pista limpa, mas nos preços de momento.”
Calendário oficial da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do Estado ainda indica remates, ao longo de outubro e novembro, nos municípios de Camaquã, Itaqui, São Francisco de Assis, São Borja, São Gabriel, Caçapava do Sul, Bagé, Mostardas, Rosário do Sul, São Francisco de Paula, São Sepé, Uruguaiana, Júlio de Castilhos, São José do Ouro, São Vicente do Sul, Capivari do Sul, Lavras do Sul, Alegrete, Dom Pedrito, Quaraí, Santo Antônio das Missões, Formigueiro, Ijuí, Santa Vitória do Palmar, Santana do Livramento, Encruzilhada do Sul, São Pedro do Sul, Tavares, São José dos Ausentes, Itacurubi, Passo do Sobrado, Santana da Boa Vista e Canguçu.

Senar-RS
O Senar-RS leva conhecimento técnico, por meio de palestras e oficinas, a diversas feiras no interior do Estado que acontecem até dezembro. A coordenadora de feiras e eventos do Senar-RS, Angela Albanaz, confirma a participação da entidade em exposições de São Borja, Uruguaiana, Caçapava do Sul, São Gabriel, Júlio de Castilhos, Encruzilhada do Sul, Santa Vitória do Palmar, Ijuí, Dom Pedrito, Canguçu, Quaraí, Campo Novo e Rolante. Os temas variam entre confecção e tecelagem em lã, artesanato, alimentação e nutrição, segurança no trabalho, pastagens, mecanização agrícola, manejo sanitário e Boas Práticas Agropecuárias (BPA) para bovinos de corte, guasqueiro, manejo e melhoramento genético em ovinocultura, nutrição do gado leiteiro, entre outros.
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