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Nº 411 - ANO 31 - DEZEMBRO DE 2017
 
Farm pede cota de 390 mil toneladas de carne bovina para UE
 
A Federação das Associações Rurais do Mercosul (Farm) e o Fórum Mercosul da Carne (FMC) defendem elevação na cota de carne bovina negociada entre o bloco econômico sul-americano e a União Europeia de 70 mil toneladas para 390 mil toneladas livres de imposto de importação - o que representa 5% do mercado de carne bovina da UE. O anúncio aconteceu após reunião dos grupos em Montevidéu, em 31 de outubro. “Nesse tema, o Mercosul está absolutamente coeso, demonstrando à Europa unidade e necessidade de venda ao continente”, relata o vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, representante da CNA na Farm.
Documento divulgado pelas entidades após o encontro defende ainda a implementação da cota, em forma integral, já a partir do primeiro ano de execução do acordo e incremento cumulativo do volume físico da cota em 10% a cada ano. Ele é assinado por CNA, Abiec e outras nove entidades da Argentina, do Uruguai e do Paraguai.
Outros assuntos tratados em Montevidéu, no entanto, foram mais controversos. Associações uruguaias negaram que o país esteja fazendo triangulação nas exportações de leite ao Brasil, justificando a maior entrada por um problema de comercialização com a Venezuela, que gerou remanescentes de outros anos, enviados para cá. Um segundo comunicado do grupo defende “o livre comércio de bens e serviços dentro da região” e “uma relação mais fluida entre os setores produtivos, de modo a alcançar entendimentos que permitam o crescimento conjunto da região como produtora e abastecedora de alimentos para o mundo.”
As entidades ainda abordaram o problema das importações brasileiras de arroz de países do Mercosul, que apresenta grande discrepância na forma e utilização de produtos químicos. O problema é que o País aprova a compra do produto agrícola final desses mesmos locais onde são autorizados pesticidas, herbicidas e inseticidas aqui proibidos, o que constitui um enorme contrassenso.
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