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Nº 411 - ANO 31 - DEZEMBRO DE 2017
 
Começa fase de diagnóstico do ZEE-RS
 
A Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) realizou, em 30 de outubro, a primeira oficina de diagnóstico do Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado (ZEE-RS), em Porto Alegre. O encontro foi uma espécie de “oficina piloto”, sendo destinado principalmente a membros do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), da qual a Farsul faz parte. Cerca de 60 pessoas estiveram presentes.
Agora, entre meados de novembro e dezembro, serão realizadas outras 10 oficinas, nos municípios de Santa Cruz do Sul, Caxias do Sul, Alegrete, Santa Maria, Santa Rosa, Passo Fundo, Bagé, Pelotas, Osório e novamente a Capital. Elas terão vagas limitadas - geralmente 200 pessoas, mas o número pode variar de acordo com a capacidade do local sede - e inscrições prévias via site (www.zee.rs.gov.br). Também é possível conferir o calendário atualizado da etapa no mesmo endereço, bem como municípios incluídos em cada oficina e informações gerais sobre o ZEE-RS.
De acordo com o consórcio, serão destinadas 40% das vagas aos setores produtivos (comerciantes, prestadores de serviços, agricultores, industriários, toda e qualquer atividade econômica realizada na região, federações e sindicatos); 30% das vagas à sociedade civil organizada (ONGs, OSCIPs, associações, conselhos, instituições de ensino, extensão e pesquisa, fóruns); e outros 30% ao poder público (representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário).
As atividades têm início às 9h, após credenciamento no local. O consórcio responsável apresenta os resultados da atividade de diagnóstico do ZEE-RS por cerca de duas horas, abordando todos estudos regionais sobre os meios biótico, socioeconômico, jurídico, entre outros. Depois, há abertura para questionamentos do público - na primeira oficina, realizada em outubro, elas envolveram sobretudo fontes de dados utilizados, precisão do diagnóstico e a concepção do trabalho em si. É também durante a manhã que acontece as inscrições para a programação da tarde, reservada a 100 pessoas e condicionada à participação no turno anterior.
Após intervalo de almoço, serão organizados grupos colaborativos, novamente entre setor produtivo, sociedade civil organizada e poder público. A dinâmica de discussão terá dois eixos principais: preocupações que o ZEE-RS traz à região, como mais burocracia e até mesmo inviabilidade à determinada atividade socioeconômica, e potencialidades a que essa ferramenta de gestão está associada, como investimentos em infraestrutura, logística e segurança pública. O consórcio espera, com isso, coletar as “percepções dos atores regionais”, num intervalo de três horas e meia. O encerramento ocorre às 17h30min.
O formato não agradou totalmente à assessoria ambiental do Sistema Farsul, por considerar que deverão acontecer menos embates e avaliações sobre aquilo que é apresentado na etapa de diagnóstico (em princípio, apenas no final da manhã). De qualquer forma, a Federação segue mobilizando produtores rurais para que não deixem de participar na construção de um zoneamento que, de fato, retrate de maneira fidedigna a importância socioeconômica e ambiental nos municípios envolvidos.
Ainda em outubro, foram contatados todos os sindicatos associados, solicitando a indicação de, pelo menos, três lideranças regionais, a serem inscritas pela própria Farsul. “É uma forma de garantir a participação e monitorar a inscrição de sindicatos”, explica o assessor do Sistema Farsul Marcelo Camardelli. Mas a Federação também encoraja a todos aqueles que desejam contribuir para que realizem o procedimento, por conta própria, via site do ZEE-RS, de modo a preencher totalmente a cota de 40%. Camardelli acrescenta que há possibilidade de o resultado do estudo ser benéfico à produção rural. “Na mão do gestor, essa ferramenta é capaz de apontar carências e auxiliar na melhor tomada de decisão”. Em torno de 2 mil pessoas participaram das oficinas de pré-diagnóstico, etapa anterior do ZEE-RS, realizadas em 17 locais diferentes do Estado.
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