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Nº 412 - ANO 32 - JANEIRO DE 2018
 
Presidente da CNA toma posse para novo mandato
 
O presidente da CNA, João Martins, diretores e conselheiros fiscais eleitos para o mandato de 2018 a 2021 foram empossados em 12 de dezembro, em Brasília. Martins liderou chapa única em eleição realizada três meses antes, na qual recebeu o voto das 27 federações de agricultura brasileiras que integram o sistema sindical. A solenidade reuniu autoridades, como o presidente da República, Michel Temer, ministros de Estado e líderes do setor agropecuário. O vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, representou a entidade no evento, que também teve participação do superintendente do Senar-RS, Gilmar Tietböhl.
Martins discursou sobre os principais desafios que espera no período e a necessidade de o sistema estar cada vez mais preparado para atender ao produtor rural. Começou dizendo que “o futuro é algo sempre novo e diferente” que requer “nova disposição mental”. Falou sobre a nova realidade sindical, em que a legislação trabalhista não prevê mais o financiamento automático das organizações, e que as entidades precisam de novos modos de recrutamento e fidelização de seus membros.
É preciso, disse ele, que as instituições estejam cada vez mais “voltadas para o cliente, num ambiente aberto e competitivo”. E completou dizendo que, também como produtor rural, está certo da necessidade da representação sindical. “Precisamos de um diálogo coletivo com os poderes do Estado, de uma interlocução inteligente e informada com a sociedade, os consumidores, as mídias. Precisamos ser um centro de referência capaz de captar e reunir demandas individuais, ser a voz amplificada e autorizada que unifique nosso discurso”.
O dirigente também resgatou a evolução da agropecuária brasileira, colocando a revolução agrícola como o fato mais importante da história econômica recente e que continua abrindo perspectivas para o desenvolvimento futuro do País. Mas é fundamental que o Estado brasileiro compreenda e adote a agenda da produção rural e de suas cadeias produtivas sem privilégios ou preconceitos, defende. “Sem liberdade econômica, não há agricultura”, disse. “A agricultura precisa é de insumos modernos de tecnologia, de mercados livres, e não das palavras tóxicas da retórica ideológica”. Martins finalizou o discurso pregando uma “sociedade de empreendedores”, que se liberte do fascínio do Estado e da burocracia.
O presidente Michel Temer, por sua vez, destacou em pronunciamento a importância da agropecuária para a economia brasileira. “Os dados econômicos hoje estão ancorados nela”. Também criticou a divisão entre agricultura familiar e empresarial, antes de prometer apoio do governo federal para a “prosperidade do setor”.
A solenidade de posse ainda contou com palestra do publicitário Nizan Guanaes e assinatura de termo de cooperação técnica e financeira entre Senar, Ministério da Transparência, Controladoria-Geral da União (CGU) e Instituto Cultural Maurício de Sousa para desenvolver projeto sobre ética e cidadania. A intenção é unir o programa ao Agrinho. Será destinado a estudantes do Ensino Fundamental I (4ª e 5ª séries).
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