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Nº 413 - ANO 32 - FEVEREIRO DE 2018
 
Agronegócio gaúcho exporta mais em 2017
 
Após início ruim, as exportações do agronegócio gaúcho fecharam o ano passado com um aumento de 4,43% no faturamento (total de US$ 11,5 bilhões) em relação a 2016. A recuperação foi tão expressiva que o mês de dezembro cruzou a barreira de um bilhão de dólares pela primeira vez desde o início da série histórica. Os dados estão no Relatório de Comércio Exterior do Agronegócio do Estado, divulgado mensalmente pela assessoria econômica do Sistema Farsul. Em volume, houve crescimento de 10%, superando as 20 milhões de toneladas.
O primeiro semestre do ano foi marcado por preços internacionais baixos, situação agravada pela variação cambial, igualmente desfavorável. Esse quadro acabou por gerar uma pequena retração nas exportações (0,67%). “Consideramos que, se fechasse no zero, seria bom, pois o resultado estava muito aquém do esperado”, lembra o economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz.
Na segunda metade do ano, porém, o cenário foi outro. Com a elevação da taxa de câmbio e uma “melhora substancial” dos preços internacionais, as vendas deram um salto. “Isso fez com que o mercado começasse a vender bem mais do que vinha vendendo. Tudo aquilo que foi represado no primeiro semestre foi comercializado no segundo, sobretudo a soja”, destaca da Luz. A oleaginosa em grãos teve uma alta de 22,81%.
O resultado só não foi melhor em decorrência dos desempenhos da carne bovina (-4,55%) e do arroz (-6,36%). “A queda na carne bovina se deu por conta da Operação Carne Fraca e as questões da JBS. Já o arroz teve preço da tonelada operando em preços muito baixos ao longo do ano, tirando competitividade”, elabora o economista.
Outra questão levantada por Antônio da Luz está na receita do produtor. “Como a taxa de câmbio está mais baixa do que em 2016, a receita em reais caiu 2,38%, fazendo com que o aumento acabe neutralizado.”
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