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Nº 422 - ANO 32 - NOVEMBRO DE 2018
 
Começa a interiorização do Sistema Farsul
 
O processo de interiorização do Sistema Farsul teve início em fevereiro, com três grandes reuniões entre dirigentes da Federação, do Senar-RS e da Casa Rural com presidentes e diretores de sindicatos rurais do Estado. O presidente da entidade, Gedeão Pereira, comandou as ações, que têm por objetivo aproximar ainda mais as lideranças em cada regional e colher subsídios para a atuação em defesa do produtor rural gaúcho.
O primeiro encontro do projeto, intitulado “Sistema Farsul em Campo”, ocorreu no polo de ensino a distância do Senar-RS no município de São Sepé, região central do Estado, em 6 de fevereiro. Estiveram presentes dezenas de representantes de todos os 12 sindicatos rurais que compõem a Regional 10, que ouviram atentamente as apresentações e debateram desafios e entraves na produção agropecuária da região. “Precisamos estar atentos na defesa da atividade”, afirmou Gedeão na abertura da reunião, destacando ainda que o agronegócio é o responsável pelo superávit na balança comercial brasileira e foi o setor que demitiu menos e apresentou os melhores resultados em meio à crise econômica. “Se não fosse por nós, o país estaria quebrado.”
Três semanas depois, a comitiva formada por dirigentes de Farsul, Senar-RS e Casa Rural, além de assessores técnicos, esteve em Butiá (26/2), atendendo a Regional 5 da Federação, e em Venâncio Aires (28/2), com a Regional 9. O quarto encontro do projeto ocorreu em 1º de março, quando alcançou o município de Cruz Alta, da Regional 3. A ideia é realizar eventos até abril, de forma a contemplar todas as 13 regionais espalhadas no Estado.
Ainda que os públicos tenham sido distintos, o formato das atividades foi praticamente o mesmo entre elas. O período da manhã foi dedicado a apresentações das assessorias do Sistema Farsul, mostrando um resumo de cada frente de trabalho. Representantes das áreas econômica, sindical, parlamentar e de desenvolvimento sustentável da entidade abordaram temas como custos de produção, carga tributária, projetos de lei em tramitação em níveis estadual e federal, contribuição previdenciária sobre a comercialização de produtos agrícolas (Funrural) e Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), entre outros.
Outro tema recorrente foi o início de uma revisão dos cursos ofertados pelo Senar-RS a produtores, trabalhadores rurais e suas famílias em todo o Rio Grande do Sul. Pereira defende o fortalecimento de programas e treinamentos que envolvam mão de obra especializada para o campo, investindo principalmente naquela ligada a novas tecnologias do meio rural. “Hoje, é muito mais fácil comprar um trator de última geração do que achar quem sente nele”, afirmou o presidente da Farsul em entrevista ao Sul Rural, publicada na edição de fevereiro. Nas reuniões, também ressaltou que é preciso que Farsul, CNA e sindicatos olhem para o produtor rural cada vez mais como um cliente, prestando a ele o melhor serviço possível e mantendo uma relação próxima, comprometida e séria.
Outros dirigentes do Sistema Farsul falaram durante a tarde, antes de a palavra ser aberta aos representantes dos sindicatos rurais para perguntas e contribuições sobre quaisquer temas. Para o presidente do Sindicato Rural de São Sepé, José Aurélio Saldanha Silveira, a experiência foi de fundamental importância e altamente proveitosa. “Era uma necessidade e algo muito esperado pelos produtores rurais da nossa região. Apesar de os presidentes dos sindicatos irem a Porto Alegre com frequência para tomar conhecimento das ações, muitas vezes há dificuldade em transmitir essas informações de modo eficiente para o restante das diretorias. Quando ela vem de forma direta, nessa clareza com que foi colocada, favorece um entendimento muito bom”, afirma ele. Dentre os temas abordados, os que mais geram apreensão nos sindicatos locais, segundo Silveira, são Funrural e contribuição sindical.
O presidente do Sindicato Rural de Butiá e Minas do Leão, Cláudio de Souza Almeida, também citou a importância do “canal direto” entre a Farsul e o associado e ressaltou que o evento deu condições aos sindicatos de orientarem o produtor com mais segurança e precisão. “Chegam tantas notícias por outros meios, e de forma tão diferente, que a gente acaba duvidando da idoneidade das informações. A Farsul tem muito mais credibilidade para dar esse tipo de esclarecimento aos produtores”, afirma o dirigente. Para ele, foram colocados todos os assuntos em dia, suprindo carências.
Os próximos encontros acontecem em Vacaria (Regional 4), no dia 16/3; Passo Fundo (6), dia 17/3; Santo Antônio da Patrulha (11), dia 19/3; Bagé (2), dia 26/3; Rosário do Sul (1), dia 28/3; Camaquã (8), dia 4/4; e Pelotas (7), dia 5/4.
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