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Nº 420 - ANO 32 - SETEMBRO DE 2018
 
OIE reconhece Brasil livre de febre aftosa
 
O Brasil recebeu, em 24 de maio, certificado de país livre de febre aftosa com vacinação, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O documento foi entregue durante a 86ª Sessão Geral da Assembleia, em Paris, na França, que ao longo da semana teve participação do presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, e do presidente da CNA, João Martins, entre outras lideranças do setor.
Assim, passam a ser reconhecidos também os estados de Amazonas, Amapá, Roraima e parte do Pará. Sem foco desde 2001, o Rio Grande do Sul, como a maior parte do território nacional, já apresenta a condição sanitária há mais tempo. De qualquer maneira, o discurso é de que a notícia deve ser comemorada por todos os produtores brasileiros, à medida que confere mais credibilidade no mercado internacional e estimula a conquista de novos compradores. É o que defende Gedeão: “Faltava-nos, ainda essa conquista. Ela tem um significado muito importante, pois somos um grande player no mercado internacional de carne bovina. O Brasil vem cumprindo com as normas sanitárias internacionais, aumentando a qualidade e se apresentando para todo o mundo nessa condição”.
Segundo o dirigente, além de trazer segurança, o certificado pode abrir conversas com outros países, pois há uma tendência de aceitar a vacina como uma evolução tecnológica e a derrubar resistências frente às zonas que a usam como método preventivo. “Acredito que alguns mercados que apresentavam resistência podem ter a situação alterada”, avalia.
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, concorda com ele, citando exemplos, como a exportação de carne com osso para a China. Além disso, destacou que o anúncio traz efeitos secundários, como a venda de carne suína para alguns destinos. “Ao mudar o status, temos mais gente para conversar”, disse ele, sem esquecer do simbolismo de vencer “uma luta de mais de 60 anos” para erradicar a doença.
Agora, o Brasil começa a executar programa do governo federal que prevê a retirada da vacinação no rebanho até 2021 em todo o território, para evoluir no status sanitário. O Rio Grande do Sul está no último grupo a retirar a imunização, ao lado de outros 12 estados. A Farsul atenta para a necessidade de avançar nas ações de prevenção, vigilância e resposta a eventuais emergências.
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