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Nº 418 - ANO 32 - JULHO DE 2018
 
Aliança Agrobrazil reúne setor para avançar no mercado internacional
 
Produtores rurais, indústria e governo federal formaram grupo inédito para desenvolver o comércio internacional brasileiro de produtos agropecuários: a Aliança Agrobrazil. A iniciativa foi lançada em 18 de junho, na sede da CNA, em Brasília, em reunião comandada pelo presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira. O foco é discutir, principalmente, acordos de livre comércio, negociações sanitárias e fitossanitárias e a defesa de interesses do agronegócio brasileiro.
A liderança é da CNA, com participação dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e das Relações Exteriores (Itamaraty), além das Federações da Agricultura do país e de representantes das mais variadas indústrias com interesse na pauta. “Não tínhamos um fórum de debate do agronegócio para o mercado internacional, falha esta que a CNA supre neste momento, quando reúne as cadeias do agronegócio, notadamente o produtor rural e o setor industrial, para olharmos para esse grande mercado”, afirmou Gedeão ao final do encontro, em entrevista ao programa Agro forte, Brasil forte.
A Aliança Agrobrazil serve tanto para construir posicionamentos de maneira conjunta sobre as negociações em curso quanto para levantar desconfianças sobre barreiras comerciais internacionais irregulares, trazendo rapidamente ao conhecimento do governo federal. Além disso, o fórum deve ser marcado pela apresentação de estudos técnicos, algo presente inclusive no encontro de lançamento, quando o plano de trabalho foi definido e abordou-se uma pesquisa sobre picos e escaladas tarifárias.
Entre as negociações em curso, destaque para México, Japão e Coreia do Sul, colocados como importantes mercados potenciais a serem trabalhados nos próximos meses. Com o México, busca-se a ampliação. Japão e Brasil mostraram interesse mútuo, mas ainda não há compromisso formal. Já com a Coreia do Sul, as negociações formais foram lançadas no final de maio, com a primeira reunião prevista para setembro, em Montevidéu, no Uruguai.
A superintendente de Relações Internacionais da CNA, Lígia Dutra, afirma que o desafio inicial do grupo é estabelecer uma estratégia unificada para os principais parceiros, além de diversificar as exportações, agregando mais cadeias produtivas no mercado internacional. “O grupo é uma tentativa de realmente criar uma aliança, uma coalizão que faça jus ao tamanho que o setor assumiu hoje”, disse. O subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Ronaldo Costa, também falou em tom otimista: “Essa iniciativa é de primeira grandeza.”
O encontro ainda teve presença da secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) do MDIC, Marcela Carvalho; do secretário de Comércio Exterior do MDIC, Abrão Árabe Neto; do diretor do departamento de Acesso a Mercados e Competitividade do Mapa, Gustavo Cupertino; e representantes de entidades como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Associação Brasileira de Angus (ABA), a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), entre outras.
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