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Nº 420 - ANO 32 - SETEMBRO DE 2018
 
Arroz: exportações superam todo o ano passado
 
As exportações gaúchas de arroz atingiram, ao final de maio, 592 mil toneladas no acumulado dos cinco primeiros meses do ano. O número supera a comercialização do grão em todo o ano passado, que foi de 586 mil toneladas - reflexo tanto dos baixos preços praticados no mercado interno e a baixa na produção mundial, quanto do esforço das entidades e do governo federal em realizar leilões de escoamento de produção ao exterior. “A exportação tem sido a grande parceira da lavoura nesse momento”, afirma o presidente da Comissão do Arroz da Farsul, Francisco Schardong. Os dados estão em relatório da assessoria econômica do Sistema Farsul, divulgado em meados de junho.
No total, o agronegócio gaúcho negociou US$ 1,358 bilhão em maio, avanço de 10,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Houve queda na comercialização de frangos (-32,8%) e suínos (-41,5%) em decorrência dos embargos sofridos pelos produtos no mercado internacional e pela greve dos caminhoneiros. Para os bovinos, alta de 19,6%. O desempenho dos grãos foi puxado pela soja, que teve alta de 13,8% mesmo com a paralisação no frete. O economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, explica que o impacto foi menor na cultura, pois a maior parte a ser embarcada se encontrava estocada no porto. Se houver reflexos, acontecerão em junho.
O acumulado do ano é de US$ 5,102 bilhões pelo setor, crescimento de 23,2%. A China é a maior parceira comercial do agronegócio gaúcho, respondendo por 45,7% do valor. O país asiático é seguido por Estados Unidos (3,6%) e Eslovênia (2,6%). As importações têm como origem, principalmente, a Argentina, o Uruguai e o Chile.

Soja
As exportações de soja do Brasil cresceram 13,3% em junho na comparação anual, apesar das incertezas quanto aos fretes, e foram recordes para o primeiro semestre do ano. Foram embarcadas 10,42 milhões de toneladas no mês passado, contra pouco mais de 9 milhões um ano antes. Em relação a abril, quando o país exportou um recorde de 12,35 milhões de toneladas, houve queda de 15,6%. As informações são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), órgão federal.
Já a retração mensal nas vendas de soja do Brasil, o maior exportador global da oleaginosa, refletiu os protestos de caminhoneiros e as indefinições quanto ao tabelamento de fretes. As manifestações de maio respingaram nas programações de embarques e as discussões sobre os fretes ao longo de junho reduziram o transporte da soja até os portos.
O Brasil colheu, este ano, quase 120 milhões de toneladas de soja. Segundo a Secex, no primeiro semestre. o Brasil exportou um recorde de 46,3 milhões de toneladas.
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