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Nº 418 - ANO 32 - JULHO DE 2018
 
Farsul avalia prévia do Zoneamento da soja com Mapa e Embrapa
 
Ao que tudo indica, o susto com a publicação de um incoerente Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a soja não deve se repetir nesta safra. Em 28 de junho, o Sistema Farsul recebeu representantes da Embrapa e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para uma apresentação prévia das informações relativas a 2018/2019. Segundo o vice-presidente da Farsul, Elmar Konrad, o conteúdo preliminar tranquiliza as entidades agrícolas e indica maior compatibilidade com a realidade do campo. “A Embrapa revisou a metodologia e nos apresentou um trabalho que, em princípio, atende, em grande parte, as necessidades que a portaria de julho de 2017 não atendia”, avalia o dirigente.
Naquela época, o Zarc trouxe períodos de semeadura recomendados completamente fora da realidade gaúcha em diversos municípios, notadamente na Metade Sul do Estado. Excluía os melhores períodos de plantio e incluía outros nunca usados, prejudicando os produtores rurais, que se viam diante de um dilema: plantar no período indicado e comprometer os resultados ou montar a lavoura na época tradicional, sem cobertura de seguro agrícola e podendo enfrentar dificuldades no acesso ao crédito rural. A situação só foi revertida durante a 40ª Expointer, em setembro, a partir de conversas entre o ex-presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, e o titular do Mapa, ministro Blairo Maggi, acompanhado de técnicos da Embrapa.
No entanto, Konrad acredita que alguns pontos podem ficar mais claros ou ser melhor desenvolvidos. A maior preocupação é sobre a possibilidade de plantio de soja em todos os municípios gaúchos, que não está garantida a partir da análise do sistema de cores apresentado. “É o nosso principal pleito”, afirma ele. Além disso, a Federação defende que o Grupo 1 estabelecido no Zoneamento Agrícola deve ser composto por cultivares de Grupo de Maturação Relativa (GMR) abaixo de 6,2 - e não 6,4, como está colocado atualmente. Dessa forma, o Grupo 2 incluiria variedades de GMR maior ou igual a 6,4 até as de GMR maior ou igual a 7,4. Nada mudaria no Grupo 3 (GMR acima de 7,4). Por fim, a Farsul pede que seja verificada a viabilidade de se considerar o nível de tecnologia utilizado pelo produtor no zoneamento agrícola.
As posições devem ser avaliadas até o final de julho, para então o Mapa publicar portaria. A apresentação da Embrapa ficou a cargo do pesquisador Gilberto Cunha. O Mapa foi representado pelo coordenador-geral de Risco Agropecuário da pasta, Hugo Borges. Participaram da reunião representantes de Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Emater/RS, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Banco Central, Sociedade de Agronomia do Estado.
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