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Nº 420 - ANO 32 - SETEMBRO DE 2018
 
CNA: Plano ABC precisa ser mais competitivo
 
Para a CNA, o Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) do governo federal precisa ser mais competitivo para o produtor rural. A posição foi colocada em audiência pública da Comissão Mista de Mudanças Climáticas do Congresso Nacional, dia 20 de junho, que debateu o futuro da iniciativa.
A entidade propõe a manutenção de juros mais atrativos em relação a outros financiamentos e pede melhor infraestrutura, tecnologia e capacitação aos agricultores. Também afirma que, como política isolada, o programa tem menos chances de atingir os importantes objetivos propostos: “O produtor precisa de outras políticas associadas ao crédito do programa ABC. Essas ações vão permitir que ele se torne mais produtivo e que o setor dê sua contribuição dentro das metas gerais do plano para a redução das emissões de carbono”, destacou o coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias Filho.
Os juros das linhas de crédito do ABC estão entre 5% e 7% ao ano e dependem do tamanho da propriedade rural. Nos últimos anos, os recursos têm caído - e, mesmo assim, o produtor não está tomando todo o montante de crédito disponível. Sinal claro de que algo não está certo. As discussões serão transformadas em relatório, de modo a pautar as próximas decisões e orientações da comissão mista de parlamentares.
Recentemente, ocorreu a primeira reunião do Comitê Diretor da Plataforma ABC, criado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em março deste ano, para monitorar a questão. A CNA também participou do encontro. O debate teve como enfoque as informações que serão disponibilizadas para entender o que cada tecnologia contribui em termos de redução de emissões de carbono na atividade agropecuária.
O Plano ABC tem a finalidade de organizar e planejar ações a serem realizadas para a adoção das tecnologias de produção sustentáveis, de modo a cumprir o compromisso de redução da emissão de gases de efeito estufa no setor agropecuário assumidos voluntariamente pelo Brasil até 2020, oficializada em Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU). Atualmente, as principais tecnologias empregadas pelos produtores, no escopo do programa, são a recuperação de pastagens degradadas, a integração entre lavoura e pecuária, o sistema de plantio direto, a fixação biológica do nitrogênio, as florestas plantadas e o tratamento de dejetos animais.
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