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Nº 421 - ANO 32 - OUTUBRO DE 2018
 
Editorial
 
Na invejável diversidade da Expointer, a 41ª edição da maior feira a céu aberto da América Latina conseguiu ser, ao mesmo tempo, celebração do tradicionalismo gaúcho, ambiente de inovação e negócios, fonte de renda para agroindústrias, sala de aula informal e palanque político. Entre outros tantas características únicas e marcantes desses nove agitados dias, entre agosto e setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil.
Impossível não destacar, porém, o fato de que cinco candidatos à Presidência da República colocaram a feira gaúcha na agenda de campanha, não há muito iniciada oficialmente. É fato que a cena se repete a cada quatro anos, assim como é verdade que esta eleição presidencial apresenta o maior número de candidatos desde 1989, num total de 13. Mas número tão expressivo também indica uma valorização cada vez maior do agronegócio - em especial o gaúcho - no processo político nacional. Nada mais justo com o setor que mais resistiu à recente crise econômica, segurou - e por um bom tempo criou - empregos, e que ano após ano é responsável pelo superávit da balança comercial e o consequente abastecimento das reservas cambiais brasileiras.
Do campo não se espera simplesmente votos: busca-se ideias. Prova contundente ocorreu na Casa da Farsul, parada obrigatória para os cinco presidenciáveis na Expointer, além de quatro postulantes ao governo rio-grandense e outros tantos à Câmara dos Deputados, Assembleia Legislativa e Senado Federal. Estava à espera de cada um deles um documento elaborado a muitas mãos, contendo 10 medidas da Farsul para colocar o Brasil novamente no caminho do desenvolvimento e da estabilidade econômica e social. Outra grande notícia: não raro essas demandas foram levantadas na presença de representantes dos demais setores empresariais gaúchos, que assim reconhecem a relevância da produção e, sem canetas, aprovam e assinam junto esses pleitos.
O Brasil atravessa um período crítico em sua história, em que tenta superar definitivamente uma de suas piores crises. É fundamental que o meio rural tenha voz em um processo que pode definir não apenas quatro anos, mas as próximas décadas. Pela via política, ataca-se a disparada dos custos de produção, o protecionismo irracional à indústria de insumos, o sucateamento de portos, estradas e ferrovias, as enormes estruturas estatais e os serviços públicos deficientes.
Se as eleições gerais de outubro ainda são uma incógnita, o pleito da Farsul para o triênio 2019-2021, em chapa única, não gera dúvidas. Uma prova da união do sistema sindical responsável por representar o produtor gaúcho em todas as frentes, seja onde for. Como se viu em Esteio, ele faz sua parte na empreitada.
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