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Nº 421 - ANO 32 - OUTUBRO DE 2018
 
Brasil e Argentina promovem diálogo para buscar novos mercados ao setor agrícola
 
A ideia de que os países do Mercosul devem cooperar para buscar novos mercados foi reforçada no 2º Diálogo Agrícola Brasil-Argentina, dia 5 de setembro, em Buenos Aires. O presidente da Farsul, Gedeão Pereira, representou a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) no encontro. “Temos que nos entender para apresentarmos ao mundo o bloco econômico mais importante na futura produção de alimentos. A comida sairá, cada vez mais, deste lugar, nos próximos 30 anos”, discursou na cerimônia de abertura, que teve ainda participação do presidente da Sociedade Rural Argentina (SRA), Daniel Pelegrina, e do embaixador do Brasil na Argentina, Sérgio Danese.
Para Gedeão, é mais vantajoso unir forças para conquistar clientes e ser competitivo na Ásia, por exemplo, do que investir em disputas intrabloco, que acirram ânimos e não raro resultam na imposição de barreiras comerciais. Dessa maneira, os países do Mercosul deveriam ter uma mentalidade “juntos para competir”, em suas palavras, colocando em prática de imediato: já na próxima missão dos países à China e à Malásia, em novembro, que deve contar também com representantes de Uruguai e Paraguai, conforme encaminhado na reunião.
A Confederação, por meio da assessora de Negociações Internacionais da entidade, Camila Sande, moderou painel no evento, em que a secretária de Mercados Agroindustriais da Argentina, Marisa Bricher, defendeu a rápida conclusão do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. Há imbróglio em questões como indicações geográficas de produtos. Também foi consenso de que é preciso acelerar negociações com a Coreia do Sul e o Canadá. Conforme a representante argentina, o bloco assim passaria a comercializar com 30% das economias mundiais, ante os atuais 10%.
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