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Nº 421 - ANO 32 - OUTUBRO DE 2018
 
Irga começa a indenizar lavouras atingidas por granizo
 
Produtores de arroz que tiveram perdas por granizo na safra 2017/2018 receberam uma boa notícia às vésperas do novo plantio: o Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga) começou a indenizar os prejuízos apurados nos processos. O valor total a ser pago é de R$ 7,2 milhões até o final do ano, atendendo a todos os pedidos deferidos. O montante tem como origem recursos próprios captados por meio da Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO) e só chegou a esse patamar após mobilização de diretores e conselheiros do Instituto - que resultou em suplementação orçamentária de 292% pelo governo do Estado.
De acordo com o diretor comercial do Irga, Tiago Barata, a média nas cinco safras anteriores era de 16 indenizações por granizo ao ano, que somavam cerca de R$ 600 mil. Em 2018, porém, o número de casos comunicados saltou para 129, ainda que nem todos tenham apresentado os requisitos previstos em lei para gerar indenização. “Historicamente, temos essas ocorrências, mas nunca numa dimensão tão significativa como este ano”, conta.
Além do esforço financeiro, Barata diz que a situação levou o Irga a realizar um “mutirão” entre funcionários, incluindo vinda de profissionais do interior para a Capital, para dar conta dos processos e tentar minimizar os prejuízos dos produtores ainda antes do plantio de 2018/2019. A primeira leva de indenizações aconteceu em 26 de setembro, envolvendo R$ 2,6 milhões. Beneficiou 22 produtores, que somados enfrentaram perdas em 1,5 mil hectares pela intempérie. “O pagamento chegou numa hora muito certa. É um alívio para os arrozeiros”, define o presidente da Comissão do Arroz da Farsul, Francisco Schardong.
Assessor técnico do Sistema Farsul e conselheiro do Irga, Ivo Lessa conta que os processos estão concentrados em municípios como Eldorado do Sul, Barra do Ribeiro e Guaíba. A estimativa é de que, apenas nessa região, a soma das áreas atingidas tenha sido de 7,6 mil hectares. Ele destaca a atuação de sindicatos e outras entidades no problema e elogiou a resposta rápida do poder público: “É um recado positivo que o governo do Estado nos deu, de que valoriza a orizicultura gaúcha e está disposto a minimizar prejuízos e quebras para que esses produtores permaneçam na atividade”. Lessa faz questão de lembrar, porém, que os valores cobrem apenas custo de produção, minimizando prejuízos, mas longe de resolver a crise por que passam alguns produtores gaúchos.
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