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Nº 422 - ANO 32 - NOVEMBRO DE 2018
 
Editorial
 
Alívio, ânimo e esperança são palavras que definem o sentimento da imensa maioria dos produtores rurais gaúchos ao findar das eleições gerais brasileiras de 2018. A Farsul comemora o resultado do pleito aos principais cargos do país, bem como a nova composição do legislativo. Faz isso porque é uma entidade que sempre teve lado no espectro político: está com aqueles que trabalham pelo desenvolvimento econômico, que respeitam o direito de propriedade, que não admitem esquemas de corrupção e o jogo político para financiar o poder.
Acima de tudo, a Federação defende que a missão social seja feita pela via do empreendedorismo, e não o contrário, para que de fato resulte numa sociedade sustentável e livre. Luta por um Estado menor, preocupado em suprir as carências da população nas áreas da segurança, saúde e educação. Apoia líderes de visão liberal, que consigam enxergar que nem sempre a melhor maneira de aumentar a arrecadação é colocando mais impostos nas costas do cidadão. E claro, figuras que valorizem o agronegócio brasileiro como a potência que é.
Tranquiliza observar que boa parte dos eleitos esteve na Casa da Farsul na Expointer 2018, recebendo as 10 medidas formuladas pela entidade para colocar o país nos trilhos. Jair Bolsonaro, futuro presidente da República, passou mais de hora conversando com diretores da Farsul e presidentes de sindicatos rurais sobre o que pensa para os próximos quatro anos. Alinhado com as ideias do setor, deixou o local com apoio evidente, bem traduzido pelo palanque improvisado que se montou diante de uma das ruas do Parque de Exposições Assis Brasil, onde atendeu uma fervorosa multidão de gaúchos que clamavam por mudança.
Na disputa pelo Piratini, a tranquilidade veio logo no primeiro turno, quando instaurou-se disputa entre José Ivo Sartori e Eduardo Leite. O atual governador, de gestão realista e comprometida desde 2014, recebeu apoio da Federação em inúmeros projetos de seu mandato, como o pacote de privatizações e a luta pela adesão ao Regime de Recuperação Fiscal da União. Prevaleceu o segundo, ex-prefeito de Pelotas, que prometeu fortalecer o empreendedorismo e o agronegócio na mesma Casa da Farsul. O Rio Grande fica em boas mãos.
Outro destaque é a estreia de Luis Carlos Heinze no Senado, velho porta-voz do produtor gaúcho em Brasília. Quanto aos deputados federais e estaduais, vislumbra-se uma renovação importante, que deve criar condições para estabelecer a governabilidade do Executivo e acelerar reformas.
Quase simultanemente, a Farsul passou pela sua 42ª eleição. Expressivo número de sindicatos (118) aprovou a curta gestão de Gedeão Pereira como presidente. Mas esse é também um voto de apoio a um projeto de mais de 20 anos, em constante transformação, mas com ideias centrais bem definidas. A mensagem é clara: o agronegócio gaúcho está unido. Assim, ele contribui para um Brasil melhor.
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