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Nº 422 - ANO 32 - NOVEMBRO DE 2018
 
Etapa de vacinação contra a aftosa ocorre em novembro
 
É chegada a hora de os pecuaristas gaúchos reforçarem a imunização do rebanho contra a febre aftosa. A segunda etapa de imunização do ano acontece de 1º a 30 de novembro, sendo obrigatória para animais com até 24 meses de idade, totalizando cerca de 4,75 milhões de animais. “A dose de reforço é importante para garantir a imunização dos animais mais jovens”, explica a coordenadora do Programa de Combate à Aftosa no Rio Grande do Sul, Lucila dos Santos.
Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do Estado, novamente não serão distribuídas doses gratuitas. O produtor deve arcar com a vacina, cujo valor médio apurado pela entidade é de R$ 1,70 a unidade nas casas credenciadas. O governo estadual também alerta para a necessidade de comprovação da aplicação, por meio da apresentação de nota fiscal de compra nas inspetorias veterinárias e atualização do rebanho. Esse comunicado pode acontecer até cinco dias úteis após o prazo final da etapa, ou seja, 7 de dezembro.
O produtor que não vacinar o rebanho está sujeito à multa, que varia conforme o número de animais. Mas essa não deve ser a principal motivação para participar da campanha, defende o presidente do Fundesa, Rogério Kerber: “O produtor precisa ter consciência de que faz parte do processo de defesa sanitária do Estado, garantindo a imunização do rebanho”. A meta de cobertura é de 90% do rebanho gaúcho.
A Secretaria tem aproveitado a campanha para divulgar um número do aplicativo WhatsApp para notificação rápida de suspeitas de enfermidades nos rebanhos, sob responsabilidade do Departamento de Defesa Agropecuária da pasta estadual. Os produtores podem encaminhar mensagens de texto, áudio, fotos e vídeos para o número (51) 9 8445-2033.

Paraná
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) atendeu pedido do Paraná para antecipar, em dois anos, a retirada da vacinação contra a febre aftosa. Os paranaenses terão de imunizar o rebanho pela última vez em maio de 2019, assim como Acre, Rondônia, Mato Grosso e parte do Amazonas, segundo plano apresentado pelo governo federal ainda no ano passado. O avanço no status sanitário pode ser alcançado em 2021, a depender de avaliação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O rebanho local é de cerca de 9 milhões de bovinos e bubalinos. O Mapa afirmou que a decisão leva em conta o histórico de controle da doença no Paraná e a divisa com Santa Catarina - desde 2007, única zona livre de febre aftosa sem vacinação no território brasileiro.
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