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Nº 422 - ANO 32 - NOVEMBRO DE 2018
 
Missão brasileira busca ampliar negócios na China
 
Empresários, representantes de entidades do setor, autoridades e integrantes do poder público formaram a Missão Empresarial à China 2018 que esteve em Xangai, de 4 a 10 de novembro, prospectando negócios nos mercados de lácteos e frutas. Organizada por CNA, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a ação teve reuniões com agências e órgãos reguladores de comércio de alimentos e bebidas, empresas importadoras, distribuidoras, redes varejistas, associações setoriais e consultorias ao longo da semana.
O representante da CNA na comitiva brasileira foi o presidente da Farsul e coordenador de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Gedeão Pereira. Segundo ele, esses encontros são fundamentais para abrir oportunidades ao agronegócio brasileiro. “Precisamos conhecer os hábitos de consumo, o que eles desejam comprar e o nível que trabalham, para termos noção de escala”, afirmou antes da viagem. A estimativa da CNA é de que o Brasil possa incrementar em torno de US$ 390 milhões ao ano no comércio com a China apenas na exportação de frutas e lácteos.
Na reunião de alinhamento das delegações empresariais em Xangai, presidida pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, o presidente da Farsul defendeu mais investidas no mercado asiático, notadamente o chinês, em face de arrastadas negociações com outros centros mundiais, como a União Europeia. “Quando miramos para este lado do mundo é que estamos no caminho certo. Já temos um comércio de US$ 26,5 bilhões e enorme potencial de crescimento”, disse ele, em referência ao volume de exportação de produtos agropecuários em 2017. A participação brasileira nas importações chinesas passou de 13,1% para 15,3% nos últimos dois anos, apoiada na soja, aponta estudo da CNA.
O desafio estaria em diversificar a pauta comercial e aumentar as vendas, defende a superintendente de Relações Internacionais da CNA, Lígia Dutra, que fez parte da comitiva, assim como o assessor Pedro Henriques Pereira.
Para ela, o Brasil “exporta muito para a China, mas poucos produtos”. Com o crescente discurso protecionista dos Estados Unidos, que estabelece hoje uma guerra comercial com a China baseada em sobretaxas de exportações, haveria oportunidades para novos atores, como o Brasil, no fornecimento de produtos de diversos setores.
A viagem contou ainda com a participação da missão brasileira na China International Import Expo (CIIE), a maior feira de importação do mundo, conforme o grupo. Mais de três mil empresas estavam presentes nesta edição. A inauguração do pavilhão brasileiro foi realizada ao lado dos ministros de Relações Exteriores (MRE), Aloysio Nunes, e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Jorge de Lima.
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