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Nº 426 - ANO 33 - MARÇO DE 2019
 
Nova ministra da Agricultura ganha apoio do setor
 
A deputada federal Tereza Cristina da Costa Dias (DEM), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, foi indicada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para ocupar o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a partir de 2019. Ela substituirá Blairo Maggi na liderança da pasta, que aliás permanece separada do Ministério do Meio Ambiente (MMA).
O anúncio da nova ministra teve recepção favorável do setor produtivo. Por meio de notas, Farsul e CNA endossaram o nome e ofereceram apoio na condução da política agrícola nacional. A Confederação destacou que, enquanto parlamentar, Tereza Cristina “[...] sempre atuou na defesa dos produtores rurais brasileiros e agora, como ministra, terá condições de trabalhar ainda mais em benefício do setor”. Já a Farsul está “à disposição da futura ministra [...] para auxiliar naquilo que for preciso para as melhorias necessárias às atividades do homem e da mulher do campo”. As notas são assinadas pelos respectivos presidentes, João Martins e Gedeão Pereira.
Tereza Cristina tem 64 anos, nasceu em Campo Grande (MS) e é formada em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa, de Minas Gerais. A carreira política inclui a gerência de quatro secretarias no seu estado de origem: Planejamento, Agricultura, Indústria e Comércio e Turismo. Também exerceu cargo de diretora-presidente da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro/MS) e da Empresa de Gestão de Recursos Minerais (MS-Mineral).
Foi eleita deputada federal em 2014, com 75 mil votos no Mato Grosso do Sul. Nesse primeiro mandato, ganhou destaque pela defesa dos interesses dos produtores rurais brasileiros, sendo uma das vozes mais influentes do projeto de lei (PL 6.299/2002) que estabelece alterações nos processos de registro e autorização de agroquímicos no país. A meta é acelerar a introdução de tecnologias no campo, que hoje leva de seis a oito anos para serem aprovadas, conforme relatório.
Ela então repetiu os 75 mil votos nas eleições gerais de 2018, sendo a quarta candidata mais votada no Estado para a Câmara dos Deputados. Durante a campanha, apoiou publicamente o candidato a presidência pelo PSL.
A nova ministra promete dar especial atenção à abertura de mercados, principalmente na Ásia, que apresenta maior potencial de absorção dos produtos agropecuários brasileiros. Também é favorável ao avanço da produção sustentável, que segundo ela pode trazer ganhos comerciais (“Se tiver sinergia, todo mundo ganha: tanto o ambiental quanto quem está produzindo”) e defende a aprovação imediata do PL dos Agroquímicos, que traria “modernidade, governança e transparência” à legislação e contribuiria para o uso de produtos mais tecnificados e menos tóxicos.
Outros pontos que pretende trabalhar são a oferta de crédito e assistência técnica aos produtores rurais e o fortalecimento da subvenção ao prêmio do seguro agrícola.
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