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Nº 423 - ANO 32 - DEZEMBRO DE 2018
 
Vacinação prorrogada no Estado
 
O prazo de vacinação do rebanho contra a febre aftosa foi prorrogado para 10 de dezembro no Rio Grande do Sul pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O pedido foi encaminhado pela Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), após reunião com entidades do setor produtivo, entre elas a Farsul, no final do mês.
Técnicos constataram falta de vacina no comércio agropecuário em diversas regiões do Estado e também nas distribuidoras no período regular da campanha, que era de 1º a 30 de novembro. Até a data final, somente 60% do rebanho de até 24 meses de idade estava imunizado, em torno de 2,85 milhões de animais. A meta desta segunda etapa do ano era de 90%.
Segundo a coordenadora do Programa de Combate à Febre Aftosa no Estado, Grazziane Rigon, o desabastecimento da vacina ocorreu devido às modificações do produto para 2019. As agropecuárias credenciadas acabaram comprando menos doses do que o necessário, temendo eventual perda financeira com uma subutilização de estoques. A principal diferença entre os produtos está no volume da vacina, que passa de 5 mililitros para 2 mililitros. O Mapa justifica a alteração como forma de reduzir as reações provocadas pela aplicação, como nódulos e inflamações.
A Secretaria informa que a compra e a aplicação das doses são obrigatórias e de responsabilidade do produtor. Quem não participa fica sujeito à multa, que varia conforme o número de animais. Ele deve estar atento ainda à comprovação do procedimento nas inspetorias agropecuárias, por meio da apresentação de notas fiscais, até cinco dias úteis após o prazo final da etapa, portanto, 17 de dezembro.

Auditoria
Ainda este mês, o vice-governador do Rio Grande do Sul, José Paulo Cairoli, manifestou ao presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, a intenção de oficializar pedido de auditoria técnica do sistema de controle da febre aftosa junto ao Mapa, até o dia 7 de dezembro. É uma forma de reforçar a sanidade do rebanho, apontando falhas e insuficiências nos procedimentos, e também serve como etapa no processo de retirada da vacinação contra a doença, que depende da vinda de técnicos de Brasília.
O governo estadual trabalha com a possibilidade de antecipação, a exemplo do Paraná. Já o plano do Mapa hoje é autorizar a ação somente em 2021. As duas realidades são vistas com preocupação pela Farsul, que pede cautela na suspensão, garantindo a ampliação de recursos, o fortalecimento do sistema de defesa sanitária e maior diálogo com outros países sul-americanos. O status sanitário de zona livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), pode beneficiar a produção gaúcha com novos mercados.
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