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Nº 430 - ANO 33 - JULHO DE 2019
 
Editorial
 
A partir de 1º de janeiro, a nova diretoria da Federação da Agricultura do Estado inicia os trabalhos. Liderada pelo bageense Gedeão Pereira e composta ainda por outros 30 produtores rurais, a gestão promete injetar agilidade e manter a união do sistema sindical que mais e melhor representa o produtor rural gaúcho e brasileiro na seara política. Uma das principais bandeiras é o fortalecimento e o acompanhamento permanente das comissões temáticas consultivas, a terem novidades em breve.
O processo de mudança também alcança o Senar-RS, instituição que atende mais de 150 mil pessoas do meio rural a cada ano com cursos, programas, palestras e oficinas sobre os mais variados assuntos. Na mesma data, o zootecnista Eduardo Condorelli assume a superintendência do Senar-RS, com a missão de torná-lo uma referência quando se trata de ensino e promoção de novas tecnologias para a agricultura e de assistência técnica no meio rural. É um passo importante e necessário após alcançar a grande visibilidade de marca que detém hoje no Rio Grande do Sul.
A projeção do Sistema Farsul para 2019 é feita de otimismo. Estima-se uma safra de grãos de 34,7 milhões de toneladas, alta de 3,4% em relação ao último ciclo e segundo maior volume de produção da história. Dessa maneira, o campo brinda a sociedade gaúcha com enormes impactos econômicos, diretos e indiretos, que se traduzem em mais empregos, consumo e arrecadação de impostos ao longo de um vasto encadeamento de negócios. Ainda que, colocando uma lupa nos números, ainda reste preocupação quanto às crises setoriais, como é o caso do setor arrozeiro.
Antes mesmo do feliz resultado das urnas — Jair Bolsonaro na Presidência da República, Eduardo Leite no Palácio Piratini, e centenas de parlamentares eleitos alinhados com o pensamento liberal —, os produtores gaúchos faziam disparar o volume de crédito tomado em linhas de investimento. O ano fecha com alta de 21,8%, confirmando aqueles encaminhamentos nas feiras tecnológicas do Estado, notadamente Expointer e Expodireto. Eram para já, não para depois.
A verdade é que o produtor rural, no vislumbrar de qualquer oportunidade, nunca deixa de investir. Antes de um trabalho ou de um sustento, ele entende o campo como essência de vida. Há então como priorizar outra coisa? É natural o desejo pela superação profissional, que é assim também pessoal. Que a primeira lida deste novo ano seja como a última: atenta, dedicada, repleta de ânimo e de confiança que dias melhores sempre aguardam aqueles que os merecem.
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