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Nº 430 - ANO 33 - JULHO DE 2019
 
Aberta a colheita do tabaco no Estado
 
A colheita do tabaco no Rio Grande do Sul foi oficialmente aberta em 6 de dezembro, na propriedade de Renato Blank, em Canguçu. Mais de 350 pessoas, entre produtores rurais, representantes de entidades, autoridades e jornalistas, participaram da segunda edição do evento, que busca valorizar o trabalho dos fumicultores gaúchos. A Farsul foi representada pelo diretor Hermes Ribeiro.
A expectativa de produção na safra 2018/2019 é de 660 mil toneladas, somando Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O volume é cerca de 4% menor que o do ciclo passado, que alcançou 686 mil toneladas. O presidente da Comissão do Fumo da Farsul, Mauro Flores, relata que o clima favoreceu o desenvolvimento da cultura, com exceção do plantio das lavouras do cedo, que enfrentaram excesso de chuva. “Depois essa situação normalizou, e a qualidade do produto é excelente”, avalia.
As atenções se voltam agora para as condições de comercialização. Algumas indústrias, como a Souza Cruz, iniciaram a compra do produto já em dezembro, no litoral catarinense — mas esta ganha impulso mesmo a partir das primeiras semanas de janeiro, afirma Flores. É também nessa época (16/1 e 17/1) que a comissão interestadual que representa os fumicultores retoma negociação para definição do preço do tabaco com as empresas fumageiras, individualmente.
Em São José (SC), no início de dezembro, não houve acordo. A boa notícia é que o levantamento das entidades sobre o custo de produção na Região Sul é similar ao apresentado pelas indústrias, o que pode acelerar a conclusão das negociações. “O acordo não aconteceu porque as propostas de percentual de aumento sobre a tabela do ano passado foi aquém do que entendemos como necessário para lucratividade satisfatória ao produtor”, explica o presidente da Afubra, Benício Werner.
Werner observa que as indústrias têm valorizado o produto maduro, classes O e R, principalmente. “Precisamos estar atentos a esse mercado e colher o tabaco maduro. Dessa forma, garantimos o mercado externo”, sugere. O grupo destaca ainda que o produtor que vender o tabaco antes da definição da tabela de preço da safra 2018/2019 tem direito à diferença nos valores, por meio de nota complementar.
A abertura da colheita teve uma série de discursos sobre a relevância econômica e social da produção de fumo no Estado. O secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Odacir Klein, por exemplo, disse que a produção gera renda e bem-estar aos produtores e que o setor deve “resistir à pressão equivocada sobre a produção”. Quase 150 mil famílias dependem da cultura na Região Sul. A área média das propriedades é de 14,6 hectares.
O ato simbólico foi organizado pela Secretaria, em parceria com a Afubra, o Sinditabaco e a Prefeitura Municipal de Canguçu, com apoio de outras entidades do setor produtivo.
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