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Nº 430 - ANO 33 - JULHO DE 2019
 
Farsul presta homenagem a referências do setor arrozeiro
 
A Farsul, por meio da Comissão do Arroz, realizou a entrega do Troféu Solução 2018 em 20 de dezembro, em Porto Alegre. Os agraciados no ano, 6ª edição do prêmio, foram o presidente da Cooperativa Agroindustrial de Alegrete (Caal), José Alberto Pacheco Ramos; o diretor executivo do Sindicato da Indústria do Arroz do Estado (Sindarroz), Cezar Augusto Gazzaneo; o empresário Jair Almeida da Silva, da Expoente Agronegócios; e as instrutoras do Senar-RS Denize Cardoso Vogg e Marjana Teresina de Mattos.
O presidente da Comissão, Francisco Schardong, lembra que o troféu reconhece pessoas, empresas e instituições que contribuíram para melhores resultados da cadeia produtiva do arroz. Ramos, por exemplo, que lidera a Caal desde 2001, ganhou destaque pelo auxílio aos cooperados desde a formação da lavoura até, efetivamente, a comercialização do grão. “Sem dúvidas, esse cidadão tem mobilizado e atendido produtores com dificuldade, ansioso em resolver os problemas”, afirmou o dirigente. O líder da cooperativa defendeu “ações fortes e convergentes” para preservar o setor gaúcho, responsável por cerca de 70% da produção nacional.
Denize e Marjana, do Senar-RS, ministram desde agosto o novo curso de Produção de Alimentos à Base de Arroz e Derivados da entidade, lançado na Expointer e que também ajudaram a formular. “Temos que acreditar na farinha do arroz e aumentar essa demanda, mostrando as suas qualidades”, acredita Schardong. Foram realizados 19 cursos em quatro meses. A dupla preparou os aperitivos servidos na cerimônia.
A Expoente Agronegócios — primeira empresa a exportar arroz em casca em navio, em 2009 — teve atuação de destaque ao intermediar a venda de mais de 500 mil toneladas do produto no exterior este ano. Na colheita, os estoques deprimiam as cotações. “A Farsul e a Federarroz conseguiram em Brasília os mecanismos de PEP e Pepro para ajudar na comercialização, mas era fundamental que houvesse alguém capaz de fazer a ligação entre aqueles que queriam vender e o mercado internacional”, justificou Schardong. Para Silva, fundador do negócio, o maior gargalo da cadeia está na armazenagem. “O produtor precisa se dar conta de que precisa de uma secagem, de um local para armazenar, e assim trabalhar melhor a venda”. Se não há condições de bancar o investimento sozinho, existem cooperativas, defende ele. A Expoente é parceira da trading norte-americana The Rice Company.
Natural de Cachoeira do Sul, Gazzaneo, do Sindarroz, participou por mais de 20 anos de discussões acaloradas entre produtores, indústria e agentes financeiros. “Nelas, ele funcionava como um algodão entre os cristais. Sabia acalmar os ânimos e trazer soluções”, definiu Schardong. “Apenas com união a cadeia produtiva irá crescer e ter melhores resultados”, discursou Gazzaneo, agradecendo a distinção.
O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, encerrou os pronunciamentos afirmando que “sempre foi complexa a lavoura de arroz”, marcada por uma sequência não tão lógica de dificuldades, crises e tempos de bonança. Como solução, defendeu a abertura de novos mercados, menos disparidade no custo de produção com outros países do Mercosul, investimentos públicos em infraestrutura e concessões. “A nossa atividade é mais do que um negócio, é a essência da nossa vida. Vamos continuar investindo, mas precisamos resolver com urgência esses problemas que afligem a produção”.
Participaram do evento o secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Odacir Klein; o presidente da Federarroz, Henrique Dornelles; o presidente do Irga, Guinter Frantz; o vice-presidente da Farsul, Elmar Konrad; o diretor financeiro da Farsul, José Alcindo de Souza Ávila; e o vice-presidente da Fetag-RS, Nestor Bonfanti; entre outros representantes do setor agrícola.
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