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Nº 428 - ANO 33 - MAIO DE 2019
 
Estudo indica variedades de trigo mais adaptadas no Estado
 
Sistema Farsul e Fundação Pró-Sementes lançaram, durante a 20ª Expodireto Cotrijal, o Ensaio de Cultivares em Rede (ECR) Trigo 2018. O material indica quais variedades apresentam melhor desempenho em seis diferentes locais do Estado, de forma a orientar os produtores no próximo ciclo de inverno. A apresentação dos resultados fez parte do Fórum do Trigo na feira de Não-Me-Toque.
Dados apontam que a escolha correta da cultivar mais adaptada pode trazer impacto de até 43 sacos por hectare — R$ 1.720 no faturamento, considerando a comercialização do saco do trigo a R$ 40,00, cotação média no Estado ao final de março pela Emater/RS. A diferença de rendimento foi registrada entre as variedades de ciclo médio e tardio na pesquisa de Vacaria. As demais regiões abordadas são Cruz Alta, Passo Fundo, Cachoeira do Sul, Santo Augusto e São Luiz Gonzaga.
Os testes incluíram 34 cultivares de múltiplas empresas obtentoras, separadas em precoce ou médio e tardias. O presidente da Comissão do Trigo da Farsul, Hamilton Jardim, ressalta o caráter isento do estudo, realizado por uma instituição independente (Fundação Pró-Sementes), e recomenda o uso a todos os produtores gaúchos. “Aqueles que já consultaram o estudo em outros anos e tomaram decisões bem fundamentadas, levando em conta a região e a época de semeadura, já tiveram um grande ganho”, afirma.
A gerente de Pesquisas e Desenvolvimento da Pró-Sementes, Kassiana Kehl, destaca que não existe uma única cultivar que seja campeã em todos os locais do Estado, o que mostra a importância de fatores como clima e altitude típicos de cada região para os materiais atingirem o máximo potencial produtivo. “Por isso, é preciso ter um olhar atento para qual cultivar tem um desempenho consistente em determinada zona. A cada ano, as empresas têm se empenhado para desenvolver cultivares com novas propriedades, resistentes a diferentes condições climáticas”, orienta. Outra recomendação é avaliar os resultados em mais de uma safra.
De acordo com ela, os resultados do ECR Trigo refletem, em certa medida, o clima adverso para o desenvolvimento do trigo em 2018. Excesso de chuva e falta de luminosidade em momentos críticos do cultivo reduziram a produtividade na maioria das áreas analisadas. São Luiz Gonzaga, por exemplo, teve média de apenas 48 sacos por hectare no ciclo médio e tardio e 49 sacos no precoce. O pico de rendimento aconteceu em Vacaria, com 127 sacos por hectare no ciclo precoce e 136 no médio e tardio.
A pesquisa completa pode ser acessada no site da Fundação Pró-Sementes e em material impresso distribuído aos sindicatos rurais que compõem o Sistema Farsul. O evento de lançamento teve a presença do secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho.
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