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Nº 430 - ANO 33 - JULHO DE 2019
 
Conheça os três gaúchos na etapa nacional do CNA Jovem
 
Três gaúchos representam o Estado na etapa nacional do programa de formação de lideranças CNA Jovem. Eles foram selecionados após uma série de tarefas na fase estadual da ação, coordenada pelo Senar-RS, que atestaram o espírito empreendedor e a identificação com o meio rural. Um dos maiores desafios é o desenvolvimento de um projeto capaz de fazer a diferença no futuro da atividade agropecuária em sua região.
Edilberto Farinha, de 26 anos, tem raízes fincadas no campo. Nasceu em uma família de produtores rurais e cresceu rodeado pelo gado. A escolha profissional pela zootecnia só reforçou os laços. Acompanhando o anseio dos produtores rurais com os quais convive, viu no CNA Jovem uma oportunidade de causar um impacto positivo no combate ao abigeato com projeto próprio. “A ideia é facilitar o compartilhamento de informações entre os produtores e também com a polícia”, conta ele. Outra meta é reforçar o impacto do problema junto a quem compra mercadoria de procedência desconhecida, para que o abigeatário não tenha a quem vender. “O público da cidade precisa saber quais certificações exigir e conhecer as consequências da compra dessa carne”.
Natacha Lüttjohann, de 28 anos, tem uma trajetória diferente, mas a mesma paixão de Edilberto: o gado de corte. Ela, que cresceu no ambiente urbano, começou a atuar em frigoríficos, na parte de certificação, durante a faculdade de veterinária. Hoje, é superintendente substituta do Registro Genealógico da Associação Brasileira de Hereford e Braford e coordenadora do Programa Carne Pampa. Seu projeto no CNA Jovem envolve a agregação de valor na pecuária de corte. “Acredito que isso pode ser obtido através de padronizações de lotes com raças europeias, tanto para animal que entra em programa de certificação quanto para exportação de gado vivo”, relata ela.
Paula Hofmeister, de 26 anos, completa o trio de gaúchos rumo à Brasília. Formada em Engenharia Ambiental e Sanitária, teve como inspiração a propriedade do pai e dos vizinhos para tentar desmistificar a ideia de que o produtor rural é um inimigo do meio ambiente. Ela defende a ideia de que, quando o produtor eventualmente deixa de fazer algo de forma correta, é por falta de informação, e não de vontade. “Um exemplo é a questão do descarte das embalagens de agrotóxico. Existem serviços que realizam esse recolhimento a baixo custo, mas nem sempre o produtor tem esse contato. Por isso é tão importante levar conhecimento e consultorias ao campo”, explica. A etapa nacional do CNA Jovem acontece até junho.
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