Jornal em Formato HTML
 
Nº 430 - ANO 33 - JULHO DE 2019
 
Representação dos fumicultores assina protocolos com duas empresas
 

A representação dos produtores de fumo da Região Sul assinou protocolos de reajuste no preço do tabaco com duas empresas, Japan Tobacco International (JTI) e Souza Cruz. Com a primeira, o valor médio ficou em 4,5%, enquanto a segunda ofertou 3,5%, na média das classes. A decisão aconteceu após a terceira rodada de negociação para a safra 2018/2019, realizada na sede da Farsul, em Porto Alegre, e os percentuais cobrem a variação do custo de produção medido pela comissão. Apenas a Fetag-RS, entre sete entidades (as outras são Farsul, Faesc, Faep, Afubra, Fetaesc e Fetaep), discordou da posição.
O presidente da Comissão do Fumo da Farsul, Mauro Flores, considera que a assinatura dos protocolos é um conforto ao produtor rural. “Define, de uma vez por todas, quanto ele vai receber pelo produto na safra. É muito positivo”. A colheita já está finalizada na Região Sul, e praticamente toda a comercialização é esperada até julho. Em torno de 30% da safra chegou na indústria até março. Os produtores que entregaram o tabaco para JTI e Souza Cruz abaixo do reajuste recebem, automaticamente, notas complementares, conforme acordado nos protocolos.
O acerto ocorreu num momento em que as entidades estavam desacreditadas com as rodadas de negociações. Após dois encontros com a indústria, as entidades suspenderam as conversas, por conta da apresentação de valores defasados em relação ao custo de produção apurado tanto pela comissão quanto pelas empresas, entre outros problemas. A reabertura com a JTI e Souza Cruz ocorreu a partir de um anúncio prévio de que ofereceriam valores acima dos custos levantados. “Se as empresas tiverem algo novo a oferecer, podemos abrir a qualquer momento”, anuncia Flores. A Philip Morris foi outra que tentou firmar acordo na última reunião, mas diferenças no cálculo do custo da mão de obra do produtor e a baixa lucratividade decorrente do reajuste oferecido frearam o acerto.
No início de abril, a comissão visitou indústrias de Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires para observar o andamento da comercialização e verificar qualidade.
voltar