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Nº 430 - ANO 33 - JULHO DE 2019
 
Sistema Farsul e CNA elaboram propostas ao Plano Agrícola e Pecuário
 
O estande do Sistema Farsul na 20ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, recebeu o primeiro evento regional da CNA para elaborar as propostas do setor ao Plano Agrícola e Pecuário 2019/2020 (Plano Safra), do governo federal. O encontro foi realizado pela Comissão Nacional de Política Agrícola da entidade.
De acordo com o vice-presidente da Farsul, Elmar Konrad, os representantes da Região Sul reforçaram a necessidade de revisão do modelo atual de crédito rural. O motivo é o grande número de produtores fora do sistema bancário oficial, sendo financiados por indústrias e cooperativas. Uma das razões é a burocracia que torna lenta a liberação de crédito, lembra Konrad, fazendo com que a disponibilização de recursos ocorra somente após o período de plantio. “Crédito rural é indispensável. Quem pegou dinheiro fora do sistema bancário acabou quebrado. Se é ruim com banco, muito pior é sem ele”, avalia.
A assessora técnica da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA, Fernanda Schwantes, considerou o resultado positivo. Para a economista, essa proximidade com os produtores por meio dos sindicatos rurais é fundamental na elaboração de um plano consistente e mais próximo de suas reais necessidades. Ela destaca o bom acesso do setor com o novo governo, mas pondera que não necessariamente esse fato torna fáceis as tratativas.
Os encontros que cobrem as cinco regiões do país trabalham seis temas centrais: crédito rural, redução de custos, políticas de apoio à comercialização e preço mínimo, seguro rural, Proagro e Zoneamento Agrícola de Risco Climático. Ao longo do mês de março, a equipe da CNA teve reuniões com as Federações de Agricultura de Pará (Região Norte), Paraíba (Nordeste), Espírito Santo (Sudeste) e Mato Grosso (Centro-Oeste). A apresentação das propostas ao governo federal ocorre em abril.
Farsul e CNA também trabalham, desde o início do ano, em uma proposta de reformulação profunda da política agrícola junto aos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Economia e das Relações Exteriores. A ideia central é a inversão da lógica de apoio no crédito para o seguro rural. Segundo o economista-chefe do Sistema Farsul e vice-presidente da Comissão Nacional de Crédito Rural da CNA, Antônio da Luz, a ampliação da cobertura no campo tende a reduzir drasticamente o risco de endividamento, o que estimula os bancos a naturalmente baixarem as taxas de juros para custeio e investimento. As entidades pedem fomento de R$ 5 bilhões.
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