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Nº 428 - ANO 33 - MAIO DE 2019
 
Senar-RS forma técnicos para atuação qualificada no campo
 
O Rio Grande do Sul ganhou, em março, 133 novos técnicos habilitados para atuar em propriedades, indústrias e serviços do agronegócio. Eles concluíram os quatro semestres de curso técnico oferecido pelo Senar-RS, por meio da Rede e-Tec, e tiveram formaturas no final do mês. Destaque para a conclusão das atividades da primeira turma no polo de apoio de ensino presencial de São Sepé, com 48 estudantes, em 29 de março. Cruz Alta formou outros 85 alunos, dia 22 de março.
O Curso Técnico em Agronegócio, reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), tem duração de dois anos, com 80% das aulas na modalidade a distância. Nesse período, os alunos aprendem a identificar os segmentos das cadeias produtivas do agronegócio, a avaliar os custos de produção e aspectos econômicos para a comercialização de novos produtos e serviços, além de idealizarem ações de marketing.
O grau foi concedido aos alunos pelo presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, em São Sepé, e pelo superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli, em Cruz Alta. O curso já foi eleito como um dos cinco melhores programas de ensino a distância do mundo pelo Learning Technologies Awards, do Reino Unido.

Período letivo já começou
A diversidade é uma marca das turmas que ingressaram este ano no Curso Técnico em Agronegócio. Existem alunos que moram perto dos polos de ensino de Cruz Alta e São Sepé, outros que percorrem centenas de quilômetros para frequentar as aulas, vários que cresceram no campo e alguns com a esperança de desbravar pela primeira vez o meio rural.
Diego Marzari, produtor rural de São Sepé, conheceu o curso ao receber visita de uma das turmas em sua propriedade durante uma visita de campo. Ao ver a propriedade de 300 hectares onde cultiva soja e cria gado ser transformada em sala de aula, Diego teve a inspiração para se inscrever no curso — pensou em aprimorar os conhecimentos sem ir muito longe.
“A chance de fazer uma faculdade era muito distante para mim, já que cuido da propriedade e da família e não poderia me deslocar tanto”, diz o pai de gêmeos que tira proveito da flexibilidade de horários proporcionada pelo curso a distância. Ele espera melhorar a capacidade de comunicação com clientes e fornecedores.
Carlos Costa terá uma longa jornada pela frente. Não apenas porque terá de se deslocar de Porto Alegre a Cruz Alta durante o período de aulas presenciais, mas porque está fazendo a transição de uma ocupação urbana para outra rural. Ele é formado em direito, mas recentemente percebeu a necessidade de aprimorar seus conhecimentos sobre o negócio do pai, que tem uma granja em Almirante Tamandaré do Sul.
“Para poder dar continuidade ao negócio no futuro, vi a necessidade de começar a me informar agora. O curso recém começou, mas está sendo bem proveitoso. O contato com os colegas está sendo bem interessante, porque eles têm mais vivência no campo e participam das discussões na plataforma. Já estou me informando sobre uma série de aplicativos e ferramentas que são úteis para a gestão e que descobri através do curso e dos colegas”, disse.
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