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Nº 433 - ANO 33 - OUTUBRO DE 2019
 
Projeto de assistência técnica revoluciona o campo
 
A partir de fevereiro de 2020, o Senar-RS inicia uma revolução na agropecuária gaúcha por meio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). Esse foi o tom do lançamento oficial do programa na Expointer, na tarde de 29 de agosto, no Pavilhão Internacional. O evento contou com a presença de diversas autoridades e lideranças do setor, entre elas a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina.
A expectativa é de iniciar com 5 mil produtores e, ainda no primeiro semestre de 2020, agregar outros 5 mil, por meio de visitas mensais e individualizadas a propriedades gaúchas, com foco na melhoria de índices produtivos e gestão do negócio. Para colocar a ideia em prática, serão contratados 400 técnicos, que serão responsáveis pelo atendimento de até 30 locais. O acompanhamento dura, pelo menos, dois anos. O Senar-RS solicitou que todos os sindicatos parceiros formem grupos e encaminhem a demanda até o final de setembro.
De acordo com o superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli, o projeto busca suprir uma lacuna de acesso a novas tecnologias para o médio produtor. Enquanto a agricultura de pequeno porte conta com o apoio público de extensão rural e o produtor de maior escala aciona consultorias particulares, o grupo intermediário estaria perdendo competitividade pela falta de assistência técnica. “Esse projeto é o caminho que o Senar deve trilhar para ampliar a renda e a qualidade de vida da classe média rural”, afirma.
Presente na solenidade, o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara lembrou o histórico da ATeG dentro da entidade. A iniciativa é inspirada em diferentes experiências internacionais, teve diversos projetos pilotos no país e conta, atualmente, com 100 mil produtores em atendimento nos 24 estados em que está presente. “Estamos em uma nova etapa, que é dar escala. As diferenças de renda precisam diminuir no nosso Brasil rural”, aponta.
O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, destacou a capacidade de o Senar transformar a realidade da agricultura gaúcha, lembrando os mais de 150 mil atendimentos da entidade por ano. De acordo com ele, o Senar-RS está em uma nova etapa, voltado para atender cada vez melhor os “clientes” que estão no campo. Da mesma forma, o presidente da CNA, João Martins, considera que a ATeG é uma revolução na agropecuária porque tem como meta acompanhar e incentivar o produtor em espaço maior de tempo, medindo resultados efetivos.
A titular do Mapa, ministra Tereza Cristina, entende que a ação é uma grande ferramenta de engajamento para promoção do conhecimento técnico e elogiou a característica de medição constante de resultados e utilização de indicadores. “Precisamos saber o resultado do nosso trabalho, para conseguir fazer mais com menos”, disse. O secretário de Agricultura Familiar do Mapa, Fernando Schwanke, trouxe dados que corroboram a necessidade de atenção para o médio produtor. Segundo ele, 560 mil famílias e 20% da área agrícola brasileira estão situadas nesse “hiato produtivo”, que tem o potencial de elevar de 12% a 14% do Produto Interno Bruto (PIB) ao obter rentabilidade similar à média das demais faixas. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Alceu Moreira, e o secretário-executivo do Mapa, Marcos Montes, entre outras lideranças e técnicos, participaram do evento.
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